segunda-feira, julho 28, 2008

JOGO SWINGER


(ESTE É UM JOGO INVENTADO POR MIM, BASEADO EM JOGOS EXISTENTES)

O jogo tem por objectivo levar os dois casais participantes a cumprir determinadas tarefas que envolvem a prática do swing ou do ménage a trois.

É composto por um tabuleiro de jogo da Glória (ou do Ganso) com 52 casas ou menos, conforme o que arranjarem.



1 dado



4 peões



1 ampulheta


2 vibradores



Bolas chinesas


Um creme, tipo mousse, chantilly…



Lista de actividades/tarefas para sexo masculino e feminino, que elaborei. Claro que podem ser alterar alguma coisa, antes da imprimirem.

Cada jogador escolhe um peão. Começa a jogar aquele que lançar o dado e conseguir um número mais alto. A partir daí segue-se a ordem do ponteiro do relógio.


Os jogadores devem ter vestidas apenas 4 peças de roupa cada.


As regras são as do jogo da Glória. Logo, para ganhar, o jogador deve cair exactamente na última casa, recuando e avançando, conforme necessário.

Tarefas:
Mal um jogador inicia o jogo, tira uma peça de roupa e continua a despir-se conforme as casas em que calha, assim nas unidades tira a primeira peça, nas decimais tira a segunda peça de roupa, nas vintenas tira a terceira e por aí adiante.



Actividades:

Casa 1: dá um beijo, na face, ao/à pareceiro/a do lado direito

Casa 2: dá um beijo, na face, ao/à pareceiro/a do lado esquerdo

Casa 3: beija ambos os elementos, com as línguas.

Casa 4: Despir-se (voltará a vestir-se no final da actividade) e cada elemento do sexo oposto passará com a língua em 3 pontos diferentes do seu corpo, à sua escolha, alternadamente. Cada lambidela durará 20 segundos.

Casa 5:
Se for homem: beija as duas jogadoras, com língua, simultaneamente. O beijo demorará 30 segundos.
Se for mulher: Beija o companheiro e a outra mulher, com língua, simultaneamente. O beijo demorará 30 segundos.

Casa 6: Beija, com um grande abraço e com a língua, o elemento do sexo oposto que não seja o seu /sua companheiro/a (30 segundos).

Casa 7: Acaricia o peito dos dois elementos do sexo oposto (20 segundos cada).

Casa 8:
Se for mulher: Acaricia o peito da outra mulher (30 segundos)
Se for homem: Vê as duas mulheres a acariciarem o peito uma da outra e determina o tempo desta actividade.

Casa 9: Acaricia com as duas mãos o sexo do parceiro/a sem roupa (20 segundos).

Casa 10 (castigo, com opção): Beija o sexo do elemento do mesmo ou recua 8 casas.

Casa 11 (espero que não se tenha esquecido de despir outra peça de roupa):
Se for mulher: Beija na boca a outra jogadora durante 30 segundos.
Se for homem: Beija a outra mulher 5 dedos abaixo do umbigo, durante 30 segundos.

Casa 12: Fica de pé (sem roupa que voltará a vestir) entre os dois elementos do sexo oposto. Um elemento acaricia-o/a lentamente do pescoço até aos joelhos (pela frente) e o outro elemento faz o mesmo (por trás). 30 segundos de carícias.

Casa 13: Deixa o jogador mais próximo (no tabuleiro) do sexo oposto retirar uma peça de vestuário e acariciar a zona do corpo que essa peça cobria durante 1 minuto.

Casa 14: Chupa os mamilos dos jogadores do sexo oposto durante 15 segundos cada.

Casa 15: Veste as peças de roupa que já despiu e volta à casa 1.

Casa 16:
Se for homem: Despe-se (voltará a vestir-se) e senta-se numa cadeira. A jogadora da esquerda despe-se também e senta-se em cima do sexo dele (à cavaleira), de frente para ele (sem penetração). Por 1 minuto, ela beija-o na boca e as suas mãos acariciam-no onde quiserem. As mãos dele não podem tocar nela.
Se for mulher: Despe-se (voltará a vestir-se) e senta-se em cima do sexo (à cavaleira) do jogador da esquerda, de frente para ele (sem penetração). Por 1 minuto, ele beija-a na boca e as suas mãos acariciam-na onde quiserem. As mãos dela não podem tocar nele.

Casa 17: Aceita que o/a jogador(a) da direita lhe beije as zonas do corpo que você entender, desde que estejam a descoberto, durante 30 segundos.

Casa 18: Deixa o/a jogadora situado à esquerda despir-lhe uma peça de roupa a passar com a língua (durante 30 segundos) na zona que essa roupa tapava.

Casa 19: Despe-se e recebe sexo oral do/a companheiro/a ao mesmo tempo que o outro elemento do sexo oposto lhe beija o peito.

Casa 20 (castigo, com opção): Despe-se completamente (voltará a vestir-se), põe-se de cocras e recebe de cada elemento uma palmada no rabo ou recua 7 casas (sem executar a actividade dessa casa).

Casa 21 (espero que não se tenha esquecido de despir outra peça de roupa): avance até à casa 27.

Casa 22: retire as cuecas, caso ainda as tenha vestidas e masturbe-se, frente aos outros, durante 30 segundos.

Casa 23: Seja acariciado/a, pelos elementos do sexo oposto, que, em simultâneo lhe masturbarão o sexo com as mãos durante 2 minutos.

Casa 24: Dispa-se totalmente (voltará a vestir-se). De pé ficará “preso” entre os jogadores do sexo oposto, um dos elementos acaricia-lhe o sexo, o outro beija-lhe a boca.

Casa 25: Volta a vestir uma peça de roupa e recua 10 casas (sem cumprir a tarefa dessa casa).

Casa 26:
Se for mulher: Masturba com os seios o sexo do elemento da esquerda durante 1 minuto.
Se for homem: Deixa que a mulher à sua direita o masturbe com os seios durante 1 minuto.

Casa 27: Faz sexo oral ao parceiro/a em frente dos restantes jogadores durante 1 minuto.

Casa 28: Faz sexo oral ao/à parceiro/a durante 1 minuto enquanto o/a outro/a agarra o sexo desse parceiro.

Casa 29:
Se for homem: Introduz dois dedos em cada jogadora em simultâneo e masturba-as durante 1 minuto (elas devem estar deitadas).
Se for mulher: Introduz dois dedos na outra jogadora e masturba-a durante 1 minuto (esta deve estar deitada).

Casa 30 (castigo, com opção): Introduz no ânus 2 bolas chinesas até à jogada seguinte ou volta à casa 14, cumprindo a tarefa dessa casa.

Casa 31 (espero que não se tenha esquecido de despir outra peça de roupa): avance até à casa 36, não cumprindo a tarefa.

Casa 32: Despe-se (voltará a vestir-se) e recebe sexo oral de um dos elementos feminino (independentemente de ser homem ou mulher) ao mesmo tempo que outro elemento à sua escolha o beija na boca. A situação deverá durar um minuto.

Casa 33: Acaricia durante 30 segundos o sexo do jogador da esquerda ao mesmo tempo que o jogador da direita acaricia o seu. Caso algum dos elementos ainda tenha uma peça de roupa que lhe cubra o sexo, as carícias serão feitas com a mão dentro dessa peça.

Casa 34: Acaricia em simultâneo os sexos dos dois jogadores do sexo oposto durante 1 minuto. Caso algum dos elementos ainda tenha uma peça de roupa que lhe cubra o sexo, as carícias serão feitas com a mão dentro dessa peça.

Casa 35:
Se for mulher: Deita-se e deixa que o jogador da direita lhe introduza um vibrador no sexo e que a masturbe durante 2 minutos.
Se for homem: Introduz dois vibradores, um em cada mulher, e masturba-as durante 2 minutos. Ambas devem estar deitadas.

Casa 36: veste todas as roupas que já despiu e só volta a despi-las (e mais uma) após ter entrado nas casas 40.

Casa 37: Faz sexo oral ao jogador do sexo oposto, enquanto acaricia o sexo do seu companheiro/a, durante 1 minuto.

Casa 38: Faz um 69 com o companheiro/a durante 2 minutos.

Casa 39: Faz sexo durante 1 minuto com o seu parceiro real.

Casa 40 (castigo, com opção): Faz sexo (como quiser) com o elemento do seu sexo durante 1 minuto ou recua 10 casas.

Casa 41 (espero que não se tenha esquecido de despir outra peça de roupa): avance até à casa 51.

Casa 42: Cobre o sexo do elemento à sua esquerda com um doce (mousse de chocolate, chantily…) e lambe-o durante 2 minutos.

Casa 43:
Se for mulher: Faz um 69 com a outra mulher durante 2 minutos.
Se for homem: Deixa que ambas as mulheres lhe façam sexo oral durante 2 minutos.

Casa 44: Faça sexo com o elemento do sexo oposto que não seja seu/sua companheira durante 2 minutos.

Casa 45: recue até à casa 36.

Casa 46:
Se for homem: Deite-se e deixe que a sua companheira se sente na sua cara e faça-lhe sexo oral, enquanto a outra mulher se senta o seu sexo. Deste modo faz sexo com as duas durante 2 minutos.
Se for mulher: Escolha a posição e com o seu companheiro e a outra mulher, faça sexo desta forma: o seu companheiro está deitado com uma mulher sentada no seu sexo e a outra sentada na sua cara, recebendo sexo oral. 2 minutos.

Casa 47:
Se for mulher: escolha uma posição e deixe-se ser penetrada pelo seu companheiro enquanto a outra mulher lhe chupa o clítoris, durante 2 minutos.
Se for homem: escolha a posição e penetre o outro elemento feminino enquanto a sua companheira lhe chupa os testículos.

Casa 48:
Se for mulher: Coloque-se de 4 deixe-se ser penetrada pelo companheiro enquanto lhe introduz um dedo no ânus, durante 2 minutos.
Se for homem: Receba sexo oral do outro elemento feminino enquanto proporciona sexo oral à companheira, durante 2 minutos.

Casa 49:
Se for mulher: receba prazer dos outros 3 elementos, como quiser, durante 2 minutos.
Se for homem: receba prazer de 2 ou 3 elementos, como quiser, durante 2 minutos.

Casa 50 (castigo, com opção): Deixe que lhe façam sexo anal ou recue até à casa 39, não cumprindo a tarefa atribuída.

Casa 51: Recue tantas casas como o número que calhou no dado, cumrindo a tarefa da casa em que calhar.

Casa 52: Vitória! O vencedor é barrado com creme (chantilly, chocolate…) pelos dois elementos do sexo oposto. Depois, esses elementos terão de limpar tudo usando apenas os lábios e as línguas. Para terminar, o elemento que não é companheiro/a dá banho ao vencedor. Nesse banho, o vencedor não pode nunca usar as mãos para qualquer tipo de ajuda (nem o outro elemento do sexo oposto pode usar qualquer tipo de esponja), o que significa que cabe ao elemento do sexo oposto espalhar o gel com as mãos, tirar a espuma e secar o vencedor. E o resto ou qualquer substituto a esta actividade será bem-vinda, com certeza. Basta usar a imaginação.



Espero que o jogo venha a ser útil a alguém e





Se vierem a usar o jogo, avisem;



Se pensarem em usá-lo, avisem também.




Bejos enfeitiçados

domingo, julho 13, 2008

AMOR BUCÓLICO


Jorge voltara a Portugal com 6 meses de saudades da sua jovem esposa. Jorge e Rita casaram ambos com 22 anos e, 2 meses após copo-de-água, no caso deles, mais de vinho tinto, Jorge, GNR, ingressara numa missão ao Iraque. Precisavam de dinheiro para comprar uma casinha. Viviam em Montemor-O-Novo, na casa dos pais dele. Claro que, na ausência de Jorge, Rita fora viver para casa dos seus pais, gostava dos sogros, mas tanto também não.
Jorge chegara ao aeroporto da Portela já de noite, já muito cansado. As saudades eram muitas, mas as poucas forças que lhe sobravam não deram para satisfazê-las completamente. De toda a forma, o quarto de Rita e de Jorge pegava-se ao dos pais do GNR, o que lhes limitava qualquer expressão de prazer que quisessem emitir de forma mais sonora.
Assim, no dia seguinte, Jorge pediu o carro emprestado à mãe para ir visitar os amigos, desculpou-se. Não, eles precisavam mesmo dum espaço para estarem à vontade e o dinheiro, se o havia, teria de ser poupado.
Jorge recordava-se dum sítio lindo, com uma ribeira que talvez ainda tivesse água, visto ser Primavera. Teriam de andar alguns 4 Km por um caminho de cabras, cheio de buracos, mas valeria a pena, lá poderiam até gritar que ninguém os ouviria. Explicou a Rita que já tinha ido lá pescar com o pai, mas claro que fora lá por um motivo semelhante ao daquele momento.
Rita estava entusiasmada com a situação e as saudades ou o amadurecimento daqueles 6 meses tinham transformado a menina ingénua numa mulher sensual. Estava um lindo dia de Primavera e Rita fora de saia, mas sem cuecas, achou que seria uma boa surpresa.
Após bastantes saltos dentro do carro, pois o caminho piorara muito desde a última vez que Jorge ali estivera, pararam o carro fora do caminho, atrás duns arbustos, de forma a que, se alguém se aproximasse, não o visse. Saíram do carro e desceram, a pé, uma ribanceira. Se estivessem no Norte de Portugal considerariam aquela descida um caminho quase plano, mas ali, no Sul, tinham a sensação de descer uma serra. Chegados ao sítio plano, junto ao ribeiro, erva fresca no chão, salgueiros, arbustos, uma figueira, que pena não ser tempo de figos que Rita cobriria o pénis de Jorge e comê-lo-ia assim, docinho… Isto fez rir o maridinho que lhe deu um longo beijo, se tivesse sido pequeno provocar-lhe-ia o mesmo efeito: uma tesão do caraças. Mas o tempo era longo, tal como as saudades e Jorge não tinha pressa. Olhou para o chão fofo de ervas e lembrou-se das carraças, logo deu a chave do carro a Rita e pediu-lhe que tivesse paciência, mas que fosse ao carro buscar a manta de retalhos. Rita subiu a ribanceira com muito entusiasmo, aquilo mais lhe parecia uma rampa para deficientes, daquelas que há em alguns edifícios em Lisboa, em bancos e coisas assim, é coisa que está em normas, mas dificilmente cumprida.
Chegou ao carro, abriu o porta-bagagem e nada viu, ainda levantou a tampa que tapa o pneu suplente, mas nem aí. Viu, então, dentro do carro, debaixo dos bancos, nada. Gritou: “Jorge, mê amori, nã tá cá nada!” Ele assustou-se com o grito, bolas!, que se estivesse alguém por perto, seriam descobertos. Gritou um enorme “pshiuuuuuuu!” e com gestos disse-lhe para que descesse. Ao aproximar-se de Jorge, Rita ouviu-o reclamar, então vinham para o campo, dar a queca do século e ela tinha-se esquecido da manta, porra?! Rita, atónita, pois nunca isso lhe passara pela cabeça, fez beicinho e eis que uma lagrimita se lhe assomou ao olho direito que logo Jorge beijou. Ela que o desculpasse se tinha sido bruto, realmente ele é que se devia ter lembrado disso. E beijaram-se e beijaram-se… e apalparam-se e Jorge desceu a blusa de Rita, fazendo saltar os seus seios jovens, rijos, já de mamilos arrebitados e desceu a boca para os abocanhar. Mas Jorge era alto e Rita baixa, tinha que se curvar demasiado, acabando, portanto, por dobrar um joelho, acabando assim por colocá-lo no chão. E já que se tinha baixado tanto, aproveitou para lhe levantar a saia. Ao ver a pachachinha nua de sua Senhora, levantou o rosto para lhe sorrir, revelando-lhe que tinha gostado da surpresa, mas o sorriso rapidamente se transformou num grito de dor, assustando a pobre da esposa que não compreendia como podia a sua coninha assustá-lo tanto. Jorge, seguidamente, deu um salto, tinha-se-lhe espetado um espinho, um cabrão dum grande espinho no joelho. Como não se via através das calças, baixou-as. Felizmente que Rita levara a sua mala para ali, por causa dos toalhetes, pois haviam de ter de se limpar e na mala tinha uma bolsinha com um corta-unhas, um baton, um espelhinho, um creme das mãos e uma pinça. Graças a Deus tinha uma pinça, porque com as unhas roídas não poderia ter arrancado aquele espinho que tinha entrado pela carne adentro do seu homem.
E já que Rita está de cócoras e já que Jorge está com as calças em baixo, o pico está retirado… as boxers foram também abaixo e Rita põe todo o seu amor e imaginação, porque experiência ainda não tem muita, num broche que quer que seja o melhor que já tivesse feito. Jorge amanda a cabeça para trás e dá uma grande suspiro: “Ah, magana que isso é tã bommmmm”! As pernas de Rita começam a doer por causa da posição, mas ela não arrisca a pôr os joelhos no chão, com ou sem espinhos, ela não tem calças e não quer entrar na casa da sogra de joelhos verdes. Jorge tem uma ideia, retira as suas calças completamente, dobra-as muito e faz assim uma protecção. Mas não são os joelhos de Rita que vão para cima das calças de ganga, mas sim os de Jorge, também ele quer lamber Rita. A posição não é a melhor, procuram um local sem picos, cardos, carraças ou outras porcarias do género, as calças passam a fazer de almofada e Jorge deita-se com Rita sentada sobre a sua boca. Oh! como adoravam ambos aquela posição! Rita com as pernas ao lado das orelhas de Jorge, agarrando-lhe o cabelo, movimenta-se conforme lhe apraz. Sobe e desce o corpo, sentindo a língua do marido entrar e sair da sua ratinha, balança-se para a frente e para trás, esfregando assim o clítoris na boca, e até no nariz… Mas, de repente, lembra-se que está numa posição egoísta (são as suas costas que estão viradas para os pés dele) e vira-se ao contrário. Perde a visão do Castelo ao fundo, mas fica a ver o caralho de Jorge - muito entesado - e começa a dobrar o corpo para abocanhá-lo. Sim, não podia ser só ela a ser lambida, tinha que o chupar a ele também, tinha que o fazer ir às nuvens. Afinal tinham sido 6 meses de ausência, Rita queria que ele abençoasse o dia em que casara com ela, queria que Jorge a considerasse uma fera na cama, queria que ele nunca procurasse sexo noutra mulher. Rita já pensava que brevemente ele partiria outra vez. Jorge estava em Montemor a gozar umas pequenas férias. Rita queria satisfazê-lo ao máximo. Assim, começa a dobrar o seu corpo em direcção a um 69 perfeito, a mão direita vai direita ao bicho, a esquerda ao chão para segurar o seu corpo. FODA-SE!!!!! A mão esquerda esborracha uma lesma. “Que nojo!!!” – grita. Jorge tenta acalmá-la, se ela soubesse as nojêras que ele vira lá pelo Iraque, uma lesma lá até é uma coisa limpa, se as houvesse… que isso ele ainda não teve tempo de constatar. E se ela até comia caracóis, qual era o problema? Uma lesma não é um caracol sem casca? Ele falava e ela limpava a mão às toalhitas, completamente anojada.
Estava visto que irem para o chão sem a puta da manta que ele se esquecera em casa não era boa ideia. Parecia a Rita que o que dizia, após 6 meses de saudade, parecia uma mentira, mas a verdade é que era melhor despachar a coisa, mais tarde iriam àquele lugar, outra vez, com a manta, com um colchão, com uma cama, com o que fosse preciso.
Jorge lembrou-se que o melhor era ela segurar-se à figueira e ele espetava-lho por trás. Boa ideia, assim estava bem, ninguém ia para o chão, desde que ele não se enganasse no buraco, porque o que servia para obrar* estava virgem e continuaria assim até que tivessem uma casa só para eles, promessa feita a dois. E assim foi, mais umas beijocas, uns amaços, um esfrega-esfrega com a mão dela no caralho dele, um esfrega-esfrega com a mão dele na cona – dela, pois com certeza, quem mais ali havia de ter um órgão desses?
Vira-se Rita de costas, Jorge levanta-lhe a saia e fá-la inclinar-se para a frente. Jorge espeta-lho, hummmm, como está húmida e quente, como desliza bem... Jorge, de olhos fechados, saboreia aquele prato gourmet. Rita, de olhos bem abertos, vê as formigas a subirem-lhe para as mãos, Rita tenta não pensar nos bichinhos. Toda a gente sabe que as figueiras têm formigas aos montes, em segundos as mãos de Rita estão repletas de formigas a fazem-lhe umas cóceguinhas. Retira as mãos, sacode-as na saia e coloca-as nas pernas para se poder equilibrar. Jorge segura Rita fortemente pelas ancas e acelera o ritmo. Jorge acalma o ritmo, pareceu-lhe que uma abelha andava às voltas por ali. “As abelhas não atacam se não as atacar-mos” – pensa. Mas já são duas que giram à volta da sua cabeça. Jorge mexe só as ancas, receia que elas encarem qualquer gesto brusco como um ataque e que o piquem. Jorge fecha os olhos e tenta abstrair-se do zunido que elas fazem. Rita não se apercebe do que se passa e pede-lhe mais, mais, mais… Jorge não cede ao pedido da mulher, Jorge receia um ataque. Jorge, de repente, lembra-se que a sua cintura mexe e que as cabronas das abelhas podem picar-lhe os tomates. Jorge pára, retira o coiso, veste-se e pede desculpa a Rita. As abelhas desconcentraram-no, que é como quem diz, tiraram-lhe a tesão. O melhor a fazer era alugarem uma casa, aquela vida não podia continuar assim. “E com manta?”- pergunta Rita. “Qual manta? A manta afasta as belhas? Puta de crise esta!”
* obrar=cagar, termo alentejano.
Rita, poetiza, quiçá Florbela Espanca do século XXI, tinha um “Diário” e nessa noite deixou-lhe este soneto:
29 de Abril de 2007

Os meus sogros ainda não são moucos,
Eu e o meu marido gostamos de gritar,
Fomos ao campo para o Amor libertar,
Fomos de carro, aos saltos, pelos buracos.

Estava escondido um espinho
Que espetou o meu Jorginho,
Estava uma lesma no chão
Que se esborrachou com a minha mão.

A nossa saudade era tanta…
E o dia sorria tão lindo,
Mas, porra, esquecemo-nos da manta!

Eu cá bem lhe chupei o pinto,
Ele bem me lambeu a santa,
Porém, as putas das abelhas foram vindo…
Beijos idílicos

quarta-feira, julho 02, 2008

A HISTÓRIA DA CAROCHINHA


Era uma vez uma jovem acabada de entrar na casa dos 20, que se chamava Bárbara. Tinha o cabelo tão negro e tão liso que olhando para a sua cabeça, por trás, mais parecia uma carocha, daí a alcunha, criada ainda em pequena de Carochinha. E era assim que ela se identificava, era, portanto, conhecida como Carochinha.
Filha de mãe rica, herdeira até dum solar no Minho, casara, malgrado os seus pais, com um assalariado, mas ambicioso jovem de Trás-os-Montes. Este duplicara a fortuna da esposa, logo tornando-se um genro querido, mas exigente com a filha, castigava-a quando necessário.

Carochinha ou era burra ou preguiçosa, pois chumbava, pela terceira vez, no 12º ano, no Colégio Moderno. Nem a Mariazinha a salvara.

Estava a menina de castigo, fazendo as férias duma das criadas da casa quando encontrou um dos cartões de crédito do pai. Era burra, mas sabia que gastando pouco não seria apanhada. Assim, enclausurada, foi à INTERNET e encomendou à Fátima Lopes um vestido e uns sapatinhos ao Augustus.

Logrou um plano: teria que sair daquela casa, pois tirar um curso na Independente o pai não deixava e noutra Universidade não ousava, ser gestora numa das fábricas de lanifícios do pai também estava fora de questão, pois este já lhe tinha dito que não fazia contratos por cunhas, logo teria de arranjar um marido rico.

Esperou por um sábado em que havia uma Rave no Lux, festa que iria estar cheia de betos, um deles faria cair que nem ratinho.

Chegou o fatídico dia, esperou que a casa adormecesse, vestiu-se, calçou-se, maquilhou-se, perfumou-se e marcou o código de alarme. Fora da vista de qualquer janela do palacete de Cascais, chamou um táxi e ála que se faz tarde.

No Lux, junto das amigas, iniciou o seu jogo de ataque: topava um gajo que lhe interessasse, fixava-lhe o olhar até ele se virar para ela e, nesse momento, fixava-o uns segundos, pensando: “Quem quer casar com a Carochinha que é tão linda e engraçadinha?”, virava, logo de seguida, os olhos para uma das suas amigas como se não se tivesse apercebido de nada. Com esse jogo mostrava interesse, mas, ao mesmo tempo, fazia-se de inocente. E os tios caíam, ai! se caíam... O primeiro que se dirigiu a ela com a conversa típica: “conheço-te de algum lado…”, ora porra, tinha uma voz tão fininha, como é que o transmontano do pai ia aceitar um gajo que cada vez que abria a boca parecia mais um gay?... Respondeu-lhe que não a conhecia de certeza, porque era a primeira vez que estava em Lisboa e disse-o com o sotaque minhoto da mãe para que ele não tivesse dúvidas.

Mas a noite ainda era uma criança e nova investida ocular da Carochinha teve como consequência um gajo que parecia ter todos os pontos nos is, Conversa vai, conversa vem, ele até morava na linha (olha que espanto!) e o pai até era conhecido no mundo dos negócios (espantados de novo), dança vai, dança vem e eles já embrulhados no terraço. Parecia que o Bernardo estava excitado nos braços de Carochinha, tanto que esta resolveu enfiar-lhe uma mão, discretamente, pelas calças adentro e eis que a mão desce, desce, até sentir a borbulhinha. Que se fodesse o pai, com aquela coisinha é que ela não iria casar.

E nova viagem, nova corrida, o carrocel inicia, de novo, a sua viagem. Comprem já os seus bilhetes! Carochinha volta atacar com o seu olhar à matadora e no seu pensamento: “Quem quer casar com a Carochinha que é tão linda e engraçadinha?” Os copos bebidos já eram muitos, por isso não perdeu muito tempo a encontrar o João. João era o jovem perfeito para si e para o seu pai. Levou-a no seu MBW descapotável a casa e o namoro vingou. Foi apresentado aos pais, foi apresentada aos futuros sogros, as famílias até já se conheciam (terceiro espanto).

Casaram, João era um pouco despistado, mas comportou-se bem no casamento, na primeira noite de casados, mas na lua de mel… Iam num cruzeiro pelo Mediterrâneo fora, dormindo, pouco, no barco. João lambia-lhe a rata com gula, espetava-lhe o pau como ela gostava. João estava sempre pronto para a brincadeira. João parecia um rato na cama. De dia, saíam para fazer visitas. Quando aportaram em Roma, João quis voltar ao navio, porque se tinha esquecido do tabaco. Carochinha ainda lhe disse que compravam outro maço, mas o marido insistiu e lá foi. Qual tabaco, qual quê, ele estava era com fome, pois não tivera tempo para tomar o pequeno-almoço e a noite deixara-o faminto. Foi direito à cozinha ver se ainda arranjava uns restos. Encontrara muitos, mas enquanto engolia uns apressadamente e enchia as mãos com outros para os deglutir até chegar perto de Carochinha, avista uma empregada do barco a lavar o soalho. Era boa como o milho. Ver aquele rabo, de saia curta, a dar, a dar… Engasgou-se! Engasgou-se com um pastel, asfixiando. Perante os grunhidos, a criada levantou-se, apercebeu-se do que se passava e colocou-se por trás de João, colocando-lhe o corpo em L e apertando-lhe o estômago. Porém, não foi a tempo e Carochinha acabou por ficar sem o seu João Ratão, chorando:

Ai! o meu João que fodia que nem um ratão,
Morreu asfixiado com um pastelão.
Ai! O meu rico João Ratão,
Morreu apertado por um mulherão!


Beijos pouco empastelados da LuaFeiticeira

sexta-feira, junho 27, 2008

DESAFIO

Em resposta ao desafio lançado por Almas Gêmeas e que consiste em listar coisas nada exemplares que cada um já fez na vida aqui ficam as respostas não positivas, porque não gosto de me expor, sorry, logo não “Eu já”, mas
Eu nunca:

1 - Pratiquei sexo só com uma mulher
2 - Pratiquei sexo com duas mulheres ou mais
3 - Experimentei drogas duras
4 - Estive num Motel
5 - Fiz sexo numa piscina ou barragem
6 - Engoli toda a nhenha
7 - Fiz sexo com o Brad Pitt
8 - Fiz sexo com namorados ou maridos de amigas
9 - Fiz sexo com colegas de trabalho
10 - Fiz sexo com o padeiro, carteiro, trolha, Polícia ou coisa do género
11 - Chupei dedos de pés
12 - Enfiei uma cenoura
13 - Tive sexo num cemitério, nem num confessionário, aliás nem numa igreja
Enfim, não se esqueçam que eu estou sem tempo e que o desafio é dizerem o que já fizeram, como podem verificar no post do blogue que me desafiou.
Lanço o desafio aos mais novos, aos que abriram o blogue em 2008.

Beijos cansados

quinta-feira, maio 15, 2008

EDIFÍCIO MAGNÓLIA

Magnólia é o blog de quem eu recebi este prémio. É para mim o blog mais viciante da blogosfera. Para quem ainda não o conhece, digo que, se nos blogs encontramos uma espécie de crónicas, neste blog encontram um romance de espaço, um edifício com 6 andares e cada post é um episódio passado num deles. Dirá o seu narrador que as paredes são de vidro, pois eu digo que o narrador não se limita a filmar o que se passa, é um narrador omnisciente que nos relata também o que vai na cabeça e na alma de cada personagem. Não quero prolongar-me em críticas, aliás gostaria de sintetizar o que se passou já em tantas histórias da forma mais nua e crua possível, mas não consegui, no entanto, gostaria que encarassem qualquer comentário meu apenas como uma opinião, pois com certeza que cada leitor opinará sobre o que ler duma forma diferente. Para quem ainda não entrou em Magnólia e que não tenha coragem de ler tantos textos e que ache que, se não o fizer ,não encontrará o fio à meada, aqui tem um resumo para o ajudar a compreender o que for surgindo e, olhem, que os posts caiem quase à velocidade da luz.

Rés-do-chão - ESPAÇO MAGNÓLIA - café requintado que serve uns pequenos almoços e uns lanches de comer e chorar por mais, aliás o narrador deve ser um esmerado cozinheiro, pois como quem não quer a coisa, de vez em quando, apresenta-nos umas receitas deliciosas, como “Chocolate salpicado com laranja e amêndoas laminadas”, a serem comidas, por vezes, em cima de corpos… Bem, voltemos ao café frequentado pelos inquilinos do edifício. Tem como empregados o Vasco e a Clarisse, digamos que não se limitam a servir os pedidos comuns dum estabelecimento, também chegam a servir os clientes do edifício doutra forma. É ver a Clarisse na cozinha com o inquilino do 1º Esq ou com a inquilina do 3º Dto. Ou o Vasco com a vizinha do 3º Dtº e um cliente.

1º Esquerdo – Helena e Rodrigo, aparentemente um casal comum, com dois filhos, empresários, mas, comum ou não, ambos têm os seus amantes. Estranha-se o facto de se mostrarem perante os amantes, pessoas tão quentes, tão dadas a loucura e um com outro parecerem tão softs. Amam-se, mas a carne é fraca, é fraquinha mesmo, pois Rodrigo chega a foder com a namorada do filho que, numa das loucuras, perde as cuecas no quarto do casal e estas cuecas ainda vão dar que falar. Helena, que não se fica atrás, é o amante, o Alberto, que a come enquanto cozinha o jantar para a família, são os dois mecânicos do elevador ao mesmo tempo, papa até um amigo do filho. O leitor está sempre à espera que um apanhe o outro, por vezes, é por uma fracção de segundos que isso não acontece. Agora, cada um já desconfia do outro, mas como ambos têm telhados de vidro…

1º Direito - Maria José, professora universitária que se divorcia e aluga o apartamento ao cunhado, viúvo. Liberta do casamento, liberta do homem que não a satisfazia, começa por satisfazer os seus desejos, papando alunos/explicandos, papando alunas também, dormindo com o cunhado, amante, amigo, ombro de confissões… Acaba por se fascinar pelo carteiro, o Paulo, um jovem que se derrete perante a maturidade desta mulher fogosa. Já sei que estão a pensar que o “Carteiro toca sempre 2 vezes”, pois mas este toca 3, toca 4…, toca as que aguentar.

2º Direito - Laura tem uma filha dum casamento que não conhecemos , mas que não importa, pois já acabou e um namorado, o Afonso. Amam-se, confiam um no outro e adoram sexo, insaciáveis, começaram pelo menage à 3, mas acabaram por se tornarem swingers. O seu recente casal, com quem trocam, com quem se misturam, com quem viajam, enfim, com quem fodem como loucos são a Sofia e o Diogo. Nestes últimos episódios surgiu, pelo meio, uma nova personagem, um antigo namorado de Sofia, gay, o Gustavo.

2º Esquerdo - Tânia e Lúcia, a primeira trabalha, a segunda estuda. Tânia tem um namorado, o Filipe, um bocado bronco, mas uma boa queca. Durante muitos episódios fodeu Tânia (o narrador não lhe coloca o acento circunflexo) com garra, emitindo os dois gritos de prazer e de dor para a colega com quem partilha o apartamento. Pois é, Lúcia é bissexual, mas a dar para o homo e apaixonou-se por Tânia. Lúcia, durante algumas noites, entreteve-se sozinha, em sexo virtual ou com Joana, amiga colorida. Mas, como diz o povo, água mole em pedra dura… e Tânia, que tanto rejeitava cenas lésbicas, já foi ao castigo, primeiro devagar, mas agora não quer outra coisa, ou não queria. Mas as personagens deste edifício evoluem e a Joana fez uma coisa xiiiiiii, nem vou contar o que se passou, só vos digo que foi terrível.

3º Esquerdo – Rafael Neves, instrutor de equitação, grande filho da puta, monta em mais mulheres que em cavalos e fá-lo tipo “bola ao cesto”, mas elas adoram, sabe-se lá porquê. Mulheres de registo que já foram espreitadas pelos cuscos do edifício foram a Cristina, que casou no meio desta novela, mas que mesmo casada continua a ir aos treinos; a sua sobrinha, a Matilde, aceite por Neves a pedido da tia e a vizinha do lado (3º Dtº). Ai quando souberem de que fibra é esta vizinha… Hão-de ver que duas personalidades tão fortes não podem ter um fim normal, mas isto sou eu a fazer futurologia.

3º Direito - Ana, acompanhante ou puta, chamem-lhe o que quiserem, não se limita a dar prazer, tem-no também e é isso que a torna diferente das outras mulheres que vendem o corpo. Ana recebe dinheiro por sexo, mas recebe prazer também, aliás a opção de vida que tem não se prende com o dinheiro, mas somente com o prazer. Se fosse o dinheiro que a movesse já tinha aceitado pedidos de casamento de gajos muito, muito ricos. De dia é uma mulher comum, de noite veste a máscara da sedutora e satisfaz os caprichos dos clientes. Não encontramos neste apartamento meras descrições de sexo entre uma puta e um cliente, mas obras de grande criatividade, pois Ana estuda quem vai servir e por isso se veste de gueixa ou prepara um jantar exótico, um banho erótico… o seu prazer não é só com pessoas do sexo oposto, também o tem com mulheres, se bem que a estas nada cobre. Não cobra mas já recebeu pagamento duma jornalista que percebendo o seu modo de vida, antes de sair lhe deixou sobre a mesa-de-cabeceira uma nota grande. Mas é sempre ela que define as regras do jogo e, se for preciso, põe os gajos na rua que é um mimo. Neste último post não foi o sexo que vingou, mas isso vocês logo verão.
Jacuzzi, no alto do edifício, se já perceberam o que é espreitar pelas janelas dos seus andares, é melhor que nem espreitem pelo buraco da fechadura deste espaço, estreado recentemente.
E, por fim, o elevador que também conta grandes histórias. O terraço menos.


Beijos desta vizinha cusca.

sexta-feira, maio 09, 2008

VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS II

UM ANO DEPOIS

(Antes de mais agradeço a preocupação de alguns blogistas, verdade seja dita que estive doente, estive sem computados, sem paciência…)

Estamos em Maio de 2009, os Ministros de 2008 ainda se encontram fechados no manicómio.
Os portugueses acharam que para mudarem as moscas seria preferível escolherem gente de outra nacionalidade, neste caso, gente de outro planeta e, por isso, mal se viram livre dos eleitos e dos nomeados, sentaram na Assembleia da República os ETs que já conhecem da história anterior.
Pois passado um ano, este é o estado desses Ministros, a quem achei, por razões lógicas, melhor de denominar de MinETs. Houve mudanças também no nome dos cargos, é claro.

O PresidET da República: Vendeu a ilha da Madeira em troca das ilhas selvagens. Não sabe como construir lá uma casa, mas fica inchado a dizer: Oh! E tal, tenho umas ilhas só minhas…”

MinET das Obras Públicas e Privadas: Adjudicação dum novo aeroporto numa ilha artificial no meio do Tejo, com duas pontes de acesso Norte/Sul, exploradas pela Lusoponte, como já era obrigatório em 2008, em troca de 50% de acções da empresa.

MinETa da Certificação e RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências): Atribuiu, em pouco tempo, certificados de 9º ano a analfabetos, diplomas de 12º a quem sabia ler e Licenciaturas a quem sabia escrever. Finalmente, alguém terminou com os analfabetos. Acabou também com donos de empresas de poucos estudos; agora só temos licenciados a gerir. Claro que recebe uma percentagem dos lucros de cada uma, mas a Comunicação Social já não pode dizer que são geridas por analfabrutos.

MinET de Estado e dos Impostos: acabou com a trabalheira dos IRS, IRCs, IVAs e outras merdas que pagamos, agora a dedução é toda feita na fonte: 50% do ordenado, 50% nos produtos que adquirimos; também acabou com os funcionários públicos que tratavam destes assuntos e vendeu, em proveito próprio, os edifícios obsoletos das finanças.

MinETa da Doença: Um Hospital por cada Província, um centro de Saúde por cada cidade, proliferação de entidades privadas de Saúde. Venda, ao desbarato, de edifícios ligados a este ministério a construtores que, em troca, lhe oferecem um apartamento.
MinET da Economia, da Inovação e das Novas Tecnologias: quem não tiver computador é obrigado a dar ao Estado 8 horas de trabalho semanais, não em serviços, mas monetariamente.

MinET da Justiça: Ilibou os pedófilos, políticos e outros ricos mais, alvos de processos, dando algum descanso aos juízes que lhe agradeceram e premiaram de forma choruda.

MinET do Ambiente: Vive hoje num condomínio fechado em edifício de 22 quartos, no ex- pinhal do Meco (não esquecer que estamos em 2009), acabando de vez com propriedades protegidas e não só, pois privatizou também a praia. Não pode apanhar sol, porque a sua pele fica esverderdeada, arroxeada e outras –adas mais, mas gaba-se constantemente do privilégio de não ter quem o incomode nos seus momentos de lazer em que se deita na areia a coçar a barriga.

Já chega de MinETs, se ainda tivessem mais um “e”.

BeijETs da Lua embruxada.

quinta-feira, abril 17, 2008

VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS, SEM JACK NICHOLSON

Esta história não é a de Milos Forman, mas a da Lua Feiticeira e é apenas um diálogo inspirado naquele filme da minha adolescência, obra-prima do cinema, de que ainda guardo o vídeo.

Qualquer semelhança entre este texto e a realidade é pura coincidência.
A lista que se segue tem, à esquerda dos dois pontos, as personagens-tipo, à boa maneira de Gil Vicente (só falta o parvo do Auto da Barca do Inferno) e à direita dessa pontuação os actores que as representam (podem saltar essa parte, se assim o desejarem). Peço desculpa, mas não arranjei actores melhores.

Primeiro-Ministro: José Sócrates


Presidente da República: Cavaco Silva



Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações: Mário Lino



Ministra da Educação: Maria de Lurdes Rodrigues



Ministro de Estado e das Finanças: Teixeira dos Santos



Ministra da Saúde: Ana Jorge




Ministro da Economia e da Inovação: Manuel Pinho





Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Mariano Gago



Ministro da Administração Interna: Rui Pereira





Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Luís Amado





Ministro da Defesa Nacional: Nuno Severiano Teixeira





Ministro da Justiça: Alberto Costa






Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional: Francisco Nunes Correia




Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas: Jaime Silva





Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social: José Vieira da Silva





Ministro da Cultura: José António Pinto Ribeiro




Ministro da Presidência: Pedro Silva Pereira

(As fotos não são minhas porque não as queria nem para colocar no acúcareiro)

A estória propriamente dita:

Os telescópios registaram imagens dum planeta fora do nosso sistema solar, planeta esse maior do que Júpiter e que orbita a estrela GQ Lupi. Ainda não tem nome, espero que o baptizem ou batizem, que isto, enquanto não determinarem a data em que devemos começar a escrever segundo o novo acordo ortográfico, provoca assim uma espécie de gaguez na escrita de quem não quer cometer erros (esta boca não é nova propositadamente).
Bem, os gajos do tal planeta não gostaram dos voyeures terrestres e vai daí que enviam uma nave até ao nosso planeta, qual Guerra das Estrelas, mas por causa dum tornado qualquer de nome feminino, sei lá porque não hão-de ter também nomes de homens, veio bater no Terreiro do Paço, provocando a curiosidade dos portugueses que se viram perante um acidente e, desta vez, não provocando filas de trânsito para o ver, provocaram tumultos humanos ainda maiores. Os extra-terrestres cagaram-se para o assunto e desataram a investigar o povo de brandos costumes, pois armas de fogo não surgiram, visto a GNR ter partido para o Iraque, a Polícia estar entretida com as multas e os militares em revolta por quererem mais um subsídio visto terem de andar sempre de verde e o Sporting não lhes dar vitórias.
Bem, isto não é um livro e tenho bloguistas habitués que reclamam pelo tamanho dos meus posts, por isso vou abreviar: os ETs, sem dedos compridos, investigaram, durante pouquíssimo tempo, os seres que habitavam o local onde tinha caído a sua caranguejola e concluíram (quem não o concluiria?) que nós precisávamos duma ajudinha e vai daí que torna o povo de brandos costumes em povo de costumes do caraças que, em 3 tempos, arrumaram os grandes da Assembleia da República num armazém branco com muitos comprimidos para a cabeça.

E é nesse local que se passa este diálogo (desta vez apresento-vos um texto dramático e não narrativo).


Primeiro-Ministro: - O que é que nós fizemos de mal? Do que é que os portugueses não gostaram que tivéssemos feito para nos enclausurarem aqui? Eu, de repente, não me lembro de nenhuma lei injusta…
Presidente da República: - Pois eu ainda menos, nem como presidente, nem como ministro, sim porque eu também tive o teu cargo, ó Sócrates…
Ministro das Obras Públicas: Sim, olhem para a obra que eu deixei: tirei a Margem Sul do deserto, prometi-lhes um aeroporto quando eles mo pediram, ainda não o têm, mas pelo menos já constroem lá casinhas para ficarem mais perto dos aviões que os levarão para a emigração.
Ministra da Educação: - Olha que grande coisa, e eu que transmiti a sabedoria dos Clássicos aos professores, pois todos eles conseguiram sentir, na pele, o trabalho de Penélope enquanto tricotava a sua colcha. Fiz com que os docentes ora produzissem fichas de avaliação, ora as desfizessem; num dia construíam fichas de auto-avaliação, no outro, rasgavam-nas; se em Fevereiro pensavam em registos de avaliação, em Março cuspiam-nos. E, além disso, fui eu que lhes dei a maior festa, consegui juntar 100 000 em Lisboa para enorme cavaqueira, alguns há muito que não passeavam na capital… Haverá algum que me aponte o dedo?
Ministro das Finanças: - Sim, querida, realmente não percebo, pois não só os levaste a esse saber-fazer-e-desfazer, como ainda me ajudaste a mim e às finanças, deixando tantos no desemprego, fazendo encher os cofres do estado com os impostos dos contribuintes. Mas e eu? Eu não fiz nada? Eu que até impostos fui buscar aos casamentos em refeitórios das tuas escolas? Quem conseguiu mais impostos do que eu para melhorar o país que tanto precisava?
Ministra da Saúde: - Calma aí, Teixeira, que eu e o meu antecessor também demos uma ajudinha… se pensares bem na quantidade de velhos a receber pensões… percebes que nada como lhes tirar os SAPs, centros de saúde, Hospitais e aumentar medicamentos e tempo de espera para consultas para termos uma população mais jovem e assim menos pensões a pagar.
Ministro das Finanças: - (atirando um beijo à Ana Jorge) És uma santa! Que seria do país sem ti?
Ministro da Economia e da Inovação: - Tendes razão, eu é que fui um bruto em ter espalhado Alta Tecnologia pelo país, bem que podíamos ter guardado o dinheiro dos PCs portáteis…
Ministra da Educação: - Cala-te, animal, os portáteis que demos aos ingratos dos professores e aos imbecis dos putos reverteram muito dinheiro a favor dos cofres do Estado, esqueces-te do dinheiro que ficámos a receber graças aos gastos em INTERNET.
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: - Boa, Lurdinhas, o que não investimos na Ciência???? Investimos em excelentes laboratórios de investigação, com certeza, eu não me lembro quais, mas os extra-terrestres aperceberam-se disso, caso contrário não estariam cá.
Ministro da Administração Interna: - A culpa de tudo isto é dos funcionários públicos, eu bem quis despedi-los, mas doeu-me o coração, sou um homem sensível demais, é o que é.
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Deixa lá, eles hão-de emigrar, eu sempre criei boas relações com o estrangeiro para que os aceitassem, pena é que tivessem entrado tantos imigrantes, mas dava tanto trabalho e despesa ao Estado deportá-los…
Ministro da Defesa Nacional: - Pois, eu devia ter seguido os conselhos do Paulo Portas e tê-los enviado para o país deles, discretamente, de submarino, mas como isso dava muita despesa e as reformas dos nossos avós militares ficavam em causa…
Ministro da Justiça (virando-se para o M Defesa Nacional): - Foste justo, tal como eu que sou tão justo, tão justo que evito sempre que se pronunciem penas à pressa. Mas, claro, o povo é ignorante e acha que a Justiça portuguesa é demorada porque se trabalha devagar e desorganizadamente, não percebem que é preciso tempo para análise, tempo para investigar, tempo para os processos andarem de mão em mão e em muitas mãos, tempo para reflexão…
Ministro do Ambiente: - Tens toda a razão, amigo Costa, (virando-se para o Primeiro Ministro), lembras-te daquele projecto que continha uma estrada a passar perto da Costa da Caparica que tu chumbaste?
Primeiro-Ministro: - Acho que me lembro, parece-me que a Quercus reclamou por ser área protegida…
Ministro do Ambiente: - Pois, essa mesma, vê lá que descobri que a dita área protegida era uma mata que metia medo, aprovei eu o projecto. E os ignorantes ai e tal, a mata dos medos, ora porra!, então têm medo e não querem lá uma estrada que os faça passar em segurança?…
Ministro da Agricultura e das Pescas: É sempre assim, nós a cuidarmos das pessoas, no meu caso, a poupar agricultores e pescadores, não os forçando muito a trabalhar, sabem bem que não há nada que não importemos e eles a reclamar…
Todos: É verdade… é verdade… (qual coro grego nas tragédias gregas)
Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social: - É verdade, sim senhora, alguém aumentou mais o desemprego que nós, para que o povinho não se cansasse? Até pagávamos, graças ao nosso amigo Guterres que anda lá pelo estrangeiro, a pobrezinhos que não trabalhavam, podíamos tê-los posto a varrer ruas, a limpar paredes, a produzir… fizemos isso ? Não, simplesmente lhe dávamos um rendimentozinho para viverem sem terem de se esforçar.
Todos: - Que injustiça! São todos tão injustos para nós!
Primeiro-Ministro: - Só faltas tu, Zé Ribeiro, ainda és novato nestas coisas, mas o que estavas a pensar fazer em bem da Nação?
Ministro da Cultura: - Ora, como diziam os romanos: mens sana in corpore sano. Esperava que todos ficassem sãos fisicamente para lhes dar depois saúde mental.
Todos: Muito bem! Bela ideia!
Ministro da Presidência: - Pronto, já percebi porque estamos aqui! Nós somos uns santos, talvez os portugueses nos tenham colocado neste local por muito pouco tempo, só o suficiente para chegar o Papa e nos canonizar.
Ministra da Saúde: - E agora, enquanto esperamos, o que vamos fazer?
Ministro da Cultura: - Talvez, como diria o homem dos óculos escuros, não me lembro do nome, talvez foder.
Ministra da Saúde: - Calma aí, que as quotas ainda não entraram em vigor e somos só duas mulheres…
Ministra da Educação: - Que é que isso tem? Já fodi muitos mais!

Beijos e espero que reconheçam que este foi o maior post sobre sexo que já escrevi. É que estamos todos fodidos.


P.S.: Desta vez atribuo um prémio a quem faça chegar o texto às mãos dos actores, é que eles precisam de ir decorando os seus papéis na peça.

segunda-feira, abril 14, 2008

A vida de Jesus Cristo, segundo a Lua Feiticeira.

A notícia do anjo Gabriel

José, ao saber que Maria está grávida e sabendo que ainda não lhe tinha tirado os 3, fica furioso. No entanto, um sonho disse-lhe que tinha sido um anjo que a tinha fecundado e como os anjos não têm sexo…, o Zé acabou por aceitar a ocorrência, deixando de parte a ideia que era cornudo.

Nascimento numa manjedoura

Devido a um decreto de Otávio Augusto, todas as pessoas que viviam no mundo romano tiveram que se alistar em suas respectivas cidades.
José, por ser da cidade de
Belém, sobe com Maria da Galiléia para a Judéia. Chegando ao local de destino, não tendo encontrado hospedagem por todos os quartos estarem já ocupados, nasce Jesus numa manjedoura. Completados os oito dias que determina a tradição judaica, Jesus foi apresentado ao templo por sua família para ser circuncisado, circunstância que lhe veio a dar alguns dissabores, pois apesar duma pila circuncisada ser mais bonita, o voyeurismo ainda não estava muito desenvolvido e não havendo sabão ou coisa do género, tornava-se difícil a fricção no órgão, usando Jesus a saliva para a mão escorregar melhor, o que provocava um cheiro nauseabundo a cocó de galinha.
A fuga para o Egipto
Jesus passa toda a sua infância em Nazaré, e seus pais teriam ido a Jerusalém todos os anos por ocasião da Páscoa, que nessa altura ainda não conhecia nem ovos nem coelhinhos de chocolate.
Num desses passeios, Jesus foi encontrado, já aos doze anos, no templo a discutir com os doutores da lei.
A discussão foi a seguinte:
Jesus: - a minha mãe pariu-me ainda virgem. E pergunta um doutor:-
Não tinha amígdalas?
Jesus: - A minha mãe era pura em baixo e em cima.

Jesus e sua família teriam permanecido no Egito até a morte de Herodes, quando então José, após ser avisado por um anjo em seus sonhos, que tinha muitos ou não fosse ele marido duma virgem, retorna para a cidade de Nazaré, terra onde as mulheres só se baixam quando querem mijar.

Suposto relato perdido da Infância de Jesus
Jesus, durante a infância, já apresentava dons especiais, que o permitia realizar milagres. Mas, como todas as crianças, que ainda estão a aprender e que não sabem que têm dotes especiais, de vez quando saía-lhe o tiro pela culatra. Umas vezes, quando ia pescar com seu pai, gritava sardinhas e eram atuns que lhes rompiam as redes, doutras dava audição hiper-potente a cegos (que com o novo acordo ortográfico, já não sei se tem hífen ou não), ressuscitar ratos, transformar a madeira de seu pai em mesas-de-cabeceira, quando este lhe pedia roupeiros…

A desconhecida juventude de Jesus

Os evangelhos canónicos não dão informações suficientes sobre como teria sido a vida de Jesus em sua juventude entre os seus 12 e 30 anos, mas a Lua Feiticeira sim.
Jesus ajudava o pai na carpintaria e as mulheres infelizes. Jesus sabia que a felicidade de todos advinha da alegria da alcova, sabia que, se as mulheres não estivessem bem, nem maridos, nem ascendentes ou descendentes, andariam de bom humor e por isso tratava-as como os seus maridos não o sabiam fazer. Jesus era um verdadeiro democrata grego e, portanto, não se ligava emocionalmente a nenhuma, distribuía por todas, irmãmente, os seus milagres. Porém, nem todas aceitavam, de bom grado, serem partilhadas e uma houve que tresmalhou do rebanho: Maria Madalena. Esta, que desejava os préstimos de tão bom orador, pois que de oral percebia ele bem, lutou pela sua exclusividade e quase que a conseguiu, não fossem as mulheres revoltadas querem apedrejá-la, mas Jesus defendeu-a, pedindo-lhes: “Atire a pedra quem não me queira”. E todas baixaram o nariz, seguindo cabisbaixas para os seus lares. Jesus não se contentou em defender Madalena, pois compreendeu que criava ódios e daí o ter ensinados homens a seguir as suas passadas, espalhando, desse modo, Amor. Foram discípulos
Tiago Menor, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Simão e Tomé.
Porém, Madalena, não se deu por vencida e tendo-lhe calhado na rifa Judas que, passava mais tempo a contar tostões que a dar-lhe Amor, resolveu que se vingaria do seu defensor, o que não foi difícil, pois Jesus, com frequência, ensinava a sua doutrina amorosa através de parábolas e que era ele o Messias, o enviado do Pai para anunciar um reino onde proliferasse o bem-estar e que alguns dos homens, só se nascessem de novo, é que poderiam vir a aprender a ser felizes, pois não conseguiam, de forma, alguma levar as suas mulheres ao êxtase, por muito que ele lhe desse dicas.

Ensinamentos

Ele ensinava as pessoas a amarem a Deus e aos seus semelhantes com toda a força de seus corações e de suas mentes e também com muita sensualidade e virilidade. Frisava que cada pessoa deveria tratar as outras como gostaria de ser tratada por elas. Ensinava: "A quem te beijar o sexo, beija-lhe o dele também”.
Milagres

Os Evangelhos falam de 35 milagres de Jesus, que o faziam notável e as multidões procuravam-no. O primeiro teria sido em Caná, durante uma festa de casamento, quando Jesus transformou água em vinho, provocando, desse modo muitas ofertas de mulheres e, consequentemente, muitos outros casórios.
A Última Ceia
Jesus chegou a
Jerusalém para a semana da Páscoa judaica. No domingo, fez uma entrada triunfal na cidade. O povo, acreditando nele como sendo o Filho de Deus, aplaudia-o e cobria o seu caminho com panos e ramos de palmeira.
Na quinta-feira à noite, participou da Última Ceia, com os doze discípulos, em Jerusalém. Nessa ocasião, Jesus disse aos apóstolos que um deles haveria de trai-lo, e prometeu que os encontraria de novo no Reino de Deus. Ao servir o pão e o vinho, disse: "Este é o meu corpo e Este é o meu sangue, mas não abusem".
O Julgamento

Nessa mesma noite, houve uma grande orgia, era Páscoa, era o início da Primavera, era necessário que se festejasse a Criação, era necessária a reprodução. Horas depois, quando todos dormiam, um pelotão de homens armados chegou ao jardim para prender Jesus. Judas Iscariotes, um dos apóstolos, indicou quem ele era com um beijo. Judas havia traído o Mestre por 30 moedas de prata. Mateus conta que, depois disso, Judas enforcou-se.
Beijos e não se zanguem muito, que isto é só uma brincadeira.

quarta-feira, abril 02, 2008

A verdadeira História da Padeira de Aljubarrota


Maria Rapaz


A famosa padeirinha de Aljubarrota não era da Estremadura, mas do Algarve, a Brites de Almeida, não era beirã, mas de Faro e não era padeirinha, não era, de todo, -inha, era uma –ista, sufixo não de comunista…
Se não, vejamos:
Consta que era alta, robusta, musculada, corpulenta, ossuda e feia, de nariz adunco (curvo), boca muito rasgada e cabelos crespos. Há quem diga até que teria 6 dedos. Ou seja, uma verdadeira camionista. Perante tal força feminina, os seus pais, pobres, gente humilde, donos de uma pequena taberna, julgaram ter em casa uma futura mulher muito trabalhadora, ajudante nos trabalhos da casa, a lavar e encher pipas, a servir canecas de vinho aos clientes. Enganaram-se, coitados… Bastava um marafado chegar à porta da taberna a provocá-la com uma piada, para Brites de Almeida largar o trabalho que tinha em mãos e correr atrás do provocador.
E as bocas dos putos eram deste tipo: “Oh! Almeida, lambe-me aqui a peida!” e ela pimba, dava-lhes com um caneco nos cornos.
Ou então: “ Brites, apalpa-me os pevides!” e ela lá lhes apertava os tomates até eles ficarem da cor do vegetal.
Conta-se, assim, que preferia vagabundear, andar à pancada e resolver tudo com os punhos, em vez de ajudar os pais. E tantas são as pancadarias que rapidamente ganha a alcunha de Maria Rapaz.
Cerca de 1370, teria Brites de Almeida uns 20 anos, os pais morreram. Órfã e sem gostar de trabalhar na taberna que era dos pais, Brites de Almeida vende o negócio e mete-se ao caminho, qual Elisabete Jacinto, mas sem camião. Ao relento, convive com todo o tipo de gente, dorme e não dorme ao lado, em baixo, por cima, de vagabundos, soldados, pedintes… Aprende a usar o pau, não o dela que não o tinha, e a manejar uma espada com muita mestria (na altura só os homens nobres é que o faziam). Assim, rapidamente ganha fama de valentona. Então, para ganhar dinheiro, começou a usar os seus conhecimentos em feiras, onde fazia combates contra homens.
Foi quanto bastou para que um dia um soldado alentejano, trocista, a procurasse e lhe propusesse casamento. Brites de Almeida, que gostava muito da sua independência, respondeu:
- Vamos foder. Se aguentares 3 quecas seguidas caso contigo.
Brites despe-se, deixando o soldado, só com a visão, com o estômago às voltas; depois, obriga-o a despir-se e agarra-lhe o caralho mole, vai-se lá saber porque ainda não entesara, e isto assim até nem parece uma história minha, arranca-o à dentada e ainda lhe espeta um cajado pelo cu adentro.
Como resultado, o soldado morre. Porque quem matava um soldado era preso, Brites de Almeida resolve fugir de barco para Espanha. Mas o destino quis que um grupo de piratas mouros capturasse o barco e vendem-na como escrava a um grande senhor da Argélia, que já tinha em seu poder outros dois escravos portugueses.

Argélia: Ida e Volta


Durante um ano Brites de Almeida vai obedecendo às ordens do senhor. Faz parte do seu plano… Ao fim desse ano, ao anoitecer, Brites senta-se na cara do senhor, matando-o desse modo. Depressa, ela e os escravos correm para o porto de Argel, roubam um barco e fazem-se ao mar directos à terra lusitana. Por azar, surge um temporal, rasgam-se as velas do barco, parte-se o mastro e andam à deriva vários dias. Por sorte, chegam à Ericeira, em cima de destroços do barco, cortando as ondas, criando assim o mito de local tão famoso para surf.
Com medo que os guardas ainda a queiram prender por causa da morte do soldado, diz aos dois companheiros para seguirem sozinhos. Brites de Almeida corta os cabelos, enfaixa as mamas, põe um pau nas cuecas, disfarçando-se de homem, sem qualquer dificuldade, compra um burro e duas mulas e começa a transportar mercadorias de terra em terra, almocreve.

Aljubarrota


Era uma vida de trabalho duro. Um dia, Brites de Almeida passa por uma terra chamada Aljubarrota, entra numa taberna e ouve dizer que a padeira da terra está velha e cansada e que precisa encontrar urgentemente uma ajudante. Cansada da vida de almocreve, Brites de Almeida, já vestida de mulher, bate à porta da padeira para pedir o trabalho na padaria. Ao ver que era uma mulher forte, a padeira contrata-a e dois ou três anos depois, quando esta morre, Brites de Almeida recebe de herança a padaria, ficando dona do negócio.
Entretanto, quem governava Portugal eram os cabrões dos espanhóis e Brites de Almeida, como a maioria do povo português estava do lado de D. João I, Mestre de Avis, e queria que fossem os portugueses a governar Portugal, ignorantes da superioridade de ordenados e qualidade de vida que nuestros hermanos viriam a ter.
Fizeram-se vários campos de batalha entre portugueses e espanhóis e os portugueses foram ganhando. Mas a batalha mais decisiva aconteceu a 14 de Agosto de 1385, nos campos de Aljubarrota: 7 000 guerreiros portugueses contra 30 000 castelhanos. Estes sorriam do número reduzido de adversários e já cantavam vitória. Comandam as nossas tropas o Condestável D. Nuno Álvares Pereira e o Mestre de Avis, D. João I. Apesar da diferença de soldados, com a técnica do quadrado, os espanhóis são derrotados.
Brites de Almeida não resistiu e pegou numa espada e junta-se às tropas portuguesas e populares que perseguem os espanhóis em fuga, qual Lurdinhas contra 100 000 professores a descer a Avenida da Liberdade. Ao anoitecer, desgrenhada, esfarrapada, mas satisfeita e sem as mãos em gesto de rezar como a já citada, chega a casa. Estranha os grunhidos que saiem de dentro do forno. Abre a porta do forno e vê 7 soldados espanhóis num comboiozinho. Fica fodida com a paneleirice que se dava no seu forno, imagina que o pão sairia tipo éclair e, então, agarra na pá de ferro e começa a bater com força em todos eles. Aos gritinhos e nus, vão todos saindo, um a um. Dá uma pancada a cada um com a pá e todos eles tombam mortos e dizia: Em Portugal mandam os portugueses e para bichonas já basta os que iremos ter na Assembleia da República, agora não que é a Monarquia que governa.

Casamento

Claro que a sua história não acaba aqui. Parece que quando fez 40 anos se casou com um lavrador rico e cego que a admirava muito e consta que com ele ainda deu grandes quecas.
Beijos fortes

sábado, março 22, 2008

ALICE NO PAÍS DAS PASCOAVILHAS


Alice é uma mulher, de 33 anos, divorciada. Trabalha muito para sustentar o filho e pagar a amortização ao banco, dívida que tinha sido contraída por duas pessoas. É quase sexta-feira santa, o filho já partiu de fim-de-semana com o pai e ela, finalmente, repousa o cansaço duma semana louca no sofá. Faz zapping durante um minuto, pára, cinco minutos, num canal de TV qualquer, tempo suficiente para adormecer quando, de repente, se vê numa festa-fantasia onde todos estão nus, mas com máscaras de coelhos. “É Páscoa!” – pensa, “esqueci-me que era Páscoa e não trouxe máscara… também não trouxe ovos… mas os coelhos não põem ovos… os ovos e os coelhos são símbolos de reprodução dos animais que comemos – aves e mamíferos. E peixe, também comemos peixe, porque é que não há chocolates em forma de carapaus? Um dos milagres de Jesus foi multiplicar os peixes, não foi os coelhos. E eu não estou nua, porquê? Também tenho que participar na festa da reprodução, Cristo morreu para nos salvar e a Humanidade só se salva se o Homem se reproduzir e eu estou vestida…”
Os homens e as mulheres da sala, nus e com cabeça de coelho, gritam: “Já estamos atrasados!”, baixam-se e entram, à vez, por uma porta baixa, como para uma toca. Alice segue-os e tem a sensação de descer, de pernas abertas, que nem uma criança, por um corrimão. A fricção da sua cona a escorregar proporciona-lhe tesão. Pára junto a um muro de vidro que permite ver um jardim magnífico, com uma piscina enorme a fumegar. “Quem me dera estar naquele jardim!”, pensou ela. Rodeia o muro transparente até que dá com a porta, uma porta fechada, com um moreno magnífico, nu e depilado onde era devido, que lhe diz: “ Se queres entrar, terás de beber, bebe-me!” Alice pensa: “Ena Pá…”, baixa-se e chupa-o. “Alice, Alice, chupa-m’a pice…”- dizia o homem. A vontade de entrar e a excitação, presa há muito tempo, faz com que chupe aquele homem como nunca o tinha feito; segura-lhe os testículos, também os lambe, passa a língua em movimentos lentos, em movimentos rápidos, por todo aquele material, que tinha, à vontade, o dobro do tamanho e da espessura do pau do seu ex-marido, que, coitada, até nisso era mísero.
Alice bebe-o e transforma-se numa mulher magnificamente atraente aos homens, os seus seios mais rijos, o seu rabo redondo e firme, ganhara uns centímetros de altura, a sua pele mais morena e rejuvenescida, as suas roupas tinham voado, assim como os seus pêlos, apresentando-se com uma depilação perfeita, até os da sua púbis estavam aparados num bigodinho sensual. Encaminhou-se para a piscina, todos os coelhos e coelhas tinham os olhos postos em si, até mesmos os daqueles ou daquelas que beijavam ou chupavam alguém. Todos tinham parado para ver a mulher bela que se aproximava e que não tinha máscara e, de repente, gritam: “Não tens cara de coelha, tens de comer, tens de ser comida!”
Alice ri-se e mergulha na piscina, como se entrasse num jogo de sorte. Quando sai à tona, fá-lo de olhos fechados e, desse modo, de braços para a frente, aproxima-se sem saber de quem. Começa a apalpar e apercebe-se que toca numa mulher. Não se incomoda com o que lhe tinha calhado, continua a apalpar. A mulher, que tinha em suas mãos, seguia os seus gestos. Assim, quando Alice lhe apalpa as mamas, a outra também lhe apalpa as suas e com a mesma intensidade com que ela o fazia. Alice, apercebendo-se da imitação dos gestos, decide que iria ter duma mulher tudo o que sempre esperara dum homem e beijam-se, apalpam-se rabos, saem da piscina e lambem-se. Alice sente a boca daquela mulher no seu sexo como sempre o desejara, o seu clítoris é devidamente chupado, dedos que entram em conas húmidas. Alice chora de prazer. O orgasmo surge simultâneo. Alice abre os olhos lacrimejados e ouve, ao seu lado, um homem, de cabeça de coelho com lagartas penduradas nas orelhas, e uma das lagartas pergunta-lhe: “Quem és tu?” “Eu já nem sei quem sou!”, responde ela “nem qual é o meu corpo.” “Ora”, replica, desta vez, o homem – “Acontece, mas se queres senti-lo bem, se queres conhecê-lo profundamente, tens de te masturbar perante nós.” Alice deita-se numa longue-chaise e todos fazem um círculo à sua volta. Alice chupa o dedo médio da sua mão direita com gulodice, chupa o indicador e molha, em movimentos circulares, os seus mamilos que enrijecem ainda mais. Aperta os seios duma forma erótica, levantando-os como se oferecesse os mamilos a todos os que a circundavam. Continua a acariciar-se, descendo as mãos até às virilhas e, encostando costas com costas de mãos, empurra lentamente as pernas nesse local como se de outras pernas se tratasse, expondo, perante todos, a sua bela cona e com a mão direita faz-lhe umas festas suaves, enquanto a esquerda apalpa os seus próprios seios. Lambe os dedos que mais próximos estavam da boca e com eles pressiona o clítoris, esfregando daquela forma que só quem se masturba sabe. Não o largando, molha os dedos da outra mão que logo se enterram na sua cona. O corpo arqueia, levantando-se o rabo. Alice descobre um corpo cheio de prazer, mas quer mais. “É o dia do meu não-aniversário” – diz – “venham dar-me os não-parabéns!” – e o Coelho das lagartas nas orelhas é o primeiro a ir lamber a sua cona quente, deixando-a com uma enorme vontade de prolongar um prazer até então não sentido. Não o faz durante muito tempo, pois passa a boca da cona para a mama direita. E uma coelha substitui-o, mas não sem antes colocar uma coroa pequena em cima dos poucos pêlos púbicos, dizendo: “És a nossa Rainha, a Rainha das Conas Húmidas!” e a cona de Alice responde: “Obrigada, és uma querida, assim que puder servir-te-ei um pouco de chá pelo meu bule vazio.” – e a coelha continua o trabalho já antes iniciado, continua a lamber aquela cona agradecida, até os lábios passarem para a mama esquerda, substituídos por uns dum homem que estava com um pau tal que faz Alice implorar a penetração. E vão para a relva, não para uma foda normal. Alice senta-se, sob a sombra dum grande cogumelo, naquele caralho espectacular e começa a cavalgar até que alguém a inclina sobre o homem que miava como um Gato. Alguém lubrifica, com um gel fresco, o seu ânus e fá-la sentir um dedo, dois dedos, outro caralho. Mãos e lábios acariciam-na e a beijam-na. Cristo morreu com 33 anos, Alice renasce com a mesma idade, descobre que orgasmos múltiplos não é mito, as rosas brancas do jardim tornam-se vermelhas. Tudo é sensualidade, tudo é sexo… até que, de repente, deixa de sentir mãos sobre o seu corpo, deixa de sentir línguas, lábios… o homem sobre o qual estava deitada transforma-se em algo que parece um cartão, já não sente caralho algum. Todos os presentes se transformam em cartas de jogar, ela vê o Rei de Copas, a Rainha de Espadas, o Valete de Paus, o Rei de Ouros… “Foda-se!” – pensa – “nunca me sai um Ás!” e acorda com o som dos anúncios, que, sabe-se lá porquê, apresentam-se sempre com decibéis acima de qualquer programa televisivo.
O bloguista que me deu a ideia de “Alice no País das Maravilhas” será devidamente premiado.


Vou de férias.



Bom resto de Páscoa.



Beijos achocolatados.

domingo, março 16, 2008

DESAFIO

Tendo a Lua Feiticeira transformado histórias da Banda Desenhada, tirando os três ao Astérix e ao Obélix, colocado Os Irmãos Dalton e o Luky Luke a dar grandes trancadas, ou não, conforme as personagens, ironizado com a publicidade do Montepio, passo a publicidade, apresentado um Harry Potter adulto a dar cabo do Voldemort com o seu mangalho, dado explicações, algo erótico-humorísticas, em relação ao nosso grande poeta Camões e em relação a frases idiomáticas tão portugas, desvirtuado também episódios d’Os Lusíadas, criado um Tarzan metrossexual e esclarecido os seus bloguistas em relação à verdadeira história de Adão e Eva, recriado tantos contos populares e em tantas versões como o da Branca de Neve que se multiplicou em Sete para delírio do príncipe, o do Gato Borralheiro que até a madrinha papou, o do Capuchinho Vermelho com um final mórbido, criado desafios e respondido a outros, apresentado reflexões, etc, etc, … além de ter escrito contos eróticos, baseados em fantasias ou não, alguns até ao contrário…
Peço-vos, como já o fiz doutras vezes, que me apresentem temas para que eu os glose da forma gulosa a que estão habituados. Aviso-vos, contudo, que não consigo escrever histórias sobre animais, pois, como sabem, acabo sempre por pôr as minhas personagens, ou a dos outros, a foder e bichos… não, por favor. Eu sei que é uma palermice, mas não me consigo afastar da metáfora, logo a Carochinha, para mim, não é pessoa, é um insecto pessonhento e o João Ratão não é João, é aquele animal que me faz subir para cima duma mesa numa esplanada de praia. Brrrrr…
Beijos grandes, para já, para o bloguista que apresente o melhor tema até pode ser um já tratado, quem sabe.

E beijos a todos e não fiquem tristes por este texto não ser nada do que estavam à espera. Tenho tido pouco tempo e pouca disponibilidade mental, daí que a criatividade esteja em banho Maria, não para textos, mas para temas. Vão lendo os 74 que por aí há...

Lua encoberta

domingo, fevereiro 24, 2008

A VEZ DE ASTÉRIX


Astérix ficou com a boazona do Agecanonix, Veteranix, ou como lhe queiram chamar, na alembradura. E saber que Obélix papava constantemente a Falbala II ainda lhe dava mais vontade de papar a mulher do ancião da aldeia. Além do mais, tinha curiosidade em saber como é que o velho se desenrascava com tamanha febra, aliás esta curiosidade cabe-vos a todos, a mim não porque sendo feiticeira soube-o primeiro e estando a lua encoberta, guardei a vassoura e postei aqui a informação tão guardada por Uderzo e Goscinny. Foi por este motivo que Astérix pediu ao grande druida Panoramix que sacasse, por uns tempos, o manto da invisibilidade ao caralhavô do Harry Potter, alegando que era para ver o que cogitavam os romanos, visto que Obélix andava muito entretido e ele receava nova emboscada. Sendo a especialidade do druida as poções, teve de recorrer à sua avó, escondida tanto tempo pelo machismo dos gauleses que não acreditam no poder das bruxas. O poder da Bruxacovix encontrava-se na varinha mágica feita de salgueiro e foi com ela que sacou o manto, felizmente devolvido.
E foi com ele que Astérix, apanhando a porta do casalinho aberta, se pôs, qual voyeur, no seu quarto.
Pois é, meus amigos, Agecanonix tinha na mesa um copo com um líquido azul que só um colhão de anos mais tarde, a ciência conseguiu transformar em comprimidos e mais não digo, porque imaginar aquele velho com aquela boazona até me dá formigueiros na sola dos pés.
O manto foi devolvido e a questão do líquido azul não foi esclarecida naquele momento, porque Astérix temia que o esperto do druida ficasse a saber a verdadeira razão do pedido do manto em questão.
Astérix minguava e Obélix, como Falbala estava um pouco cansada, acabou por se aperceber da depressão do amigo, questionando-o acerca do seu ar macambúzio. Astérix lá confessou que emagrecia devido às pívias dadas com o mulherão do velho na imaginação e deprimia-se por não poder tê-la nos seus braços, nos seus braços e não só.
Ora Obélix, que via em Astérix um irmão, dirigiu-se a Panoramix, desabafando a angústia que sentia vendo o amigo daquela forma. O druida respondeu de imediato: “Ah! Não! Clonar a mulher do nosso ancião é que não”. Obélix não percebeu que Panoramix já tinha desdobrado uma outra mulher, pois ter caído no caldeirão em pequeno deu-lhe força, não inteligência, mas insistiu em que o druida tinha que fazer qualquer coisa por Astérix. E Panoramix fê-lo. Panoramix fez uma poção que transformou Astérix na figura do velho e Obélix convenceu Agecanonix a acompanhá-lo a esmurrar romanos, apanhando-os pela calada da noite, como eles há tão pouco tempo lhes tinham feito. O velho, que delirava com cenas de pancadaria, bebeu logo a poção e nada disse à sua mulherzona, pois sabia que ela não o permitiria, já que ela tinha sempre receio que ele se ferisse nessas cenas, assim como apanhasse frio.
Ausente Agecanonix, transformado Astérix, eis que é este que bebe o líquido (para ela não desconfiar).
Na cama, Edadepiedrix parecia Ágata, a puta de Joe Dalton. Astérix, virgem que nem Obélix pré-Falbala, não sabia bem como se comportar, graças a Tutatis que tinha tomado Viagrix, a tal poção que, naquele momento, ele ainda lhe desconhecia o nome.
Astérx deitou-se nu e de pau feito na cama e a boazona olhou para ele espantada, não era assim que costumava proceder o seu maridinho e por isso lhe disse: “Chéri, tu hoje estás com um pau tão grande…” Astérix, a quem a poção tinha tido como contra-indicação tolher-lhe o cérebo, respondeu: “É para te comer melhor, minha filha…” Os olhos da mulher do velho brilharam e saiu disparada, dizendo que, sendo assim, nesse dia, a queca seria diferente. Astérix, velho por fora, mas novo por dentro e com uma poção daquelas tomada, ficou a mexer no pau, mas durante pouco tempo, pois ejaculou de imediato, limpando-se logo às suas roupas, aliás às roupas do velho, que se encontravam por perto, para disfarçar. E ainda bem que isso aconteceu na ausência da mulher, considerada por toda a aldeia como a melhor febra da Gália, excepto por Obélix, por Apaixonadix e pela mulher do peixeiro.
Demorou-se um pouco e ainda bem, porque quando chegou, já Astérix se tinha vindo 2 vezes, assim já teria mais calma…
Edadepiedrix regressa ao quarto com um baby doll tricotado com uma linha preta muito fina, curto e muito esburacado, aliás os mamilos saíam por qualquer coisa que se parecia com botões de flores, as cuecas eram minúsculas e também feitas do mesmo material. Felizmente que Astérix já se tinha vindo 2 vezes, caso contrário teria tido um orgasmo só com a visão. Mas esta deusa não vinha de mãos a abanar, trazia uns bocados de tecido macio com que amarrou o nosso piqueno à cama. Astérix, de pernas e braços abertos e atados, receava ficar assim até de manhã, vindo a ser encontrado pelo verdadeiro ancião.
Edadepiedrix pôs-se de pé em cima da cama aos seus pés. Que visão, por Tutatis, que visão.
- “Agecanonichou, tu es mon chou, tu vais-me comer o cu” – perante isto, Astérix já não pensava nas consequências de estar atado, Astérix já nem pensava.
Esta mulher, que fazia perder a cabeça a qualquer um, excepto quando era vista a mandar o marido arear os tachos, baixou-se, que nem uma acrobata, e passou os seus seios de mamilos arrebitados dos pés à boca de Astérix. Baixou o tecido rendado de forma a que um deles saltasse, indo colocá-lo na boca daquele que delirava. As lágrimas de Astérix escorriam-lhe, ele estava no céu, mas atado! Ele sentia mais prazer agora do que quando o esgalhava, fantasiando com esta mulher que estava agora de rendas pretas, mas não podia agarrá-la, sentir nas suas mãos aquela carne quente e rija; apetecia-lhe apalpar-lhe as mamas, as pernas, o rabo, sentir a humidade da sua cona nos seus dedos… Teria, assim, que absorver a pele do seu corpo, da forma mais intensa que lhe fosse possível, apenas os pedaços de mulher que lhe eram oferecidos, nos momentos em que a dona do seu corpo tivesse vontade de lhos dar. A sua boca não beijava, a sua boca sorvia o que nela fosse colocado como se fosse o último manjar da sua vida.
Edadepiedrix tirou, de pé, por cima dele, a cuequitas, colocou os seus joelhos ao lado das orelhas de Astérix e desviou o pequeno tecido que tapava uns pelitos ruivos e um buraquinho húmido. Este parecia mesmo o seu último prato, pois Astérix saboreava-o como nunca tinha feito com nenhum outro, Astérix lambia, chupava, enfiava a língua… não queria perder uma migalha e Astérix não era o marido dela, era um jovem que desfrutava, pela primeira vez, duma mulher, mas fazia-o como se fosse o homem mais experiente do mundo. Mme Agecanonix escorria como nunca e suspirava: “Oh!, Agecanonichou, lambe-me também o cu”, e ele lambia-o, ele lambia tudo o que lhe fosse oferecido.
Esta Vénus gaulesa desatou-lhe os punhos, libertou-lhe as mãos que se distribuíram equitativamente por aquilo que ansiavam, a esquerda apertou-lhe a mama direita, o indicador enfiou-se na cona, o polegar no rabo, a boca chupou-lhe o clítoris.
Edadepiedrix baixou o corpo, fazendo com que aquele pau, que não baixava naquela noite, parecia mais o do bissex-confessions, in “ALL NIGHT LONG – Uma noite, duas experiências novas” , se enterrasse na sua cona até ficar bem molhado com os seus líquidos. O seu corpo subia e descia, os seus seios eram acariciados… e quando sentiu que o caralho de Astérix intumescia ainda mais, retirou-o e abocanhou-o, sentindo-o jorrar na sua boca quente, mas este não baixou para delírio da deusa que o chupou ainda mais, que lhe chupou os colhões e que lhe desatou os tornozelos, pondo-se de 4. A visão era brutal, Astérix via um rabo em forma de coração com duas entradas, qual delas a mais deliciosa? Uma já tinha provado, agora era a vez da outra, era a vez de entrar no caminho da libertação, “Aleluia!”, gritavam manás por todo mundo, aquele cu era a dízima de toda a população terrestre.
Edadepiedrix achava estranha a pujança do seu velhinho, mas pensava que tinha tomado dose dupla de Viagrix, aliás o que é que interessava que estivesse diferente ou não, o que interessava é que, uiii!, estava a entrar tão bem, a dor inicial misturava-se com a tesão, uiii!!!, não era tesão, era prazer mesmo, OOOOOOOOOOO!!!!!!!, era bom… era um vai-e-vem muito bom e os dedos que lhe apertavam o clítoris… huuuuuuuuummmmmmmmm… era mesmo muito bom, Oh!, mais depressa, chéri, força, força, oh, j’arrive, j’arrive, J’ARRIVE, nunca hei-de perceber porque é que os portugueses, com o orgasmo vêm-se, e os franceses chegam.
Desta vez, e por razões óbvias, o nosso rapaz aguentou-se bem e deu tempo à gauloise para se vir/chegar.
Recompostos, Astérix quis recomeçar nova viagem, nova partida, o carrocel vai reiniciar a sua volta, comprem já o bilhete… Porém, Edadepiedrix disse-lhe que não: “Agecanonichou, mon petit gamin, amanhã tem as pratas todas para dar brilho, faça favor de descansar” e Astérix deitou-se quietinho, mas não dormiu, deixou que aquele pedaço de mau caminho adormecesse para esgalhar ainda outra, olhando para as suas mamocas e saiu, devagarinho, pela janela, minutos antes do galo cantar.
No dia seguinte, Edadepiedrix, tão parecida com a actriz Adriana Karembeu, levou Agecanonix a casa de Panoramix, convencida que ele começava a sofrer da doença Alzeimarococix.

Finis

Beijos chegados.


Post Scrimptum: Só uma das imagens não foi retirada da INTERNET.

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