quinta-feira, maio 24, 2007

O GATO BORRALHEIRO

Ficou um menino de 24 anos órfão de mãe, mas por pouco tempo, pois o pai depressa lhe arranjou uma Madrasta, uma grande filha da puta, que já tinha três filhas do primeiro casamento. As filhas eram bué da feias e bué da chatas, mas isso ainda era o menos, o pior é que eram umas entesoadas de primeira e não aceitavam negas, Ai! do desgraçado que lhes desse nega. E negas atrás de negas foi o que o nosso Gato Borralheiro lhes deu. Por vingança, punham o desgraçado a cumprir todas as tarefas que a sua mãezinha lhes dava para fazer e mais algumas, como ser ele a cortar-lhes os cascos e a arrancar-lhes os pêlos das pernas, pêlos de caprinos.
Estava a terminar os seus estudos universitários, pois além de ter uma cara de actor podre de bom de cinema e de, quase diariamente, exercitar os seus músculos de corpo de 1,85 m, ainda era inteligente, menos simpático que antigamente, à força de ter de aturar as malucas das suas… deviam criar um termo relativo a este tipo de parentesco não consanguíneo.
Chegou a altura da queima das fitas e o nosso Gato queria ir vestido que nem um “Dolce Gabana”. Tendo metido esse capricho na cabeça, em vão pediu dinheiro ao pai, pois a vaca da Madrasta intercedeu logo em defesa das filhinhas, que de diminutivo só tinham as maminhas, pois elas eram mais velhas que o Gato e, portanto, eram elas que precisavam de se aperaltar para queimar as fitas que ainda não tinham, pois os professores do ensino secundário eram muito maus para as meninas.
Trancou-se o Gato na casa de banho, pois quartos só para os outros, que dormisse na sala! Trancou-se a bater à pívea que era o que mais o destressava, mas naquele dia nada saía do seu belo bacamarte, tal era o estado de nervos em que se encontrava. De repente, e para grande vergonha do nosso universitário, quase à beira de não queimar fitas, à beira dos nervos do Almodôvar já ele andava há muito tempo, apareceu sentada no bidé a sua Madrinha, uma fada de fazer qualquer um chegar onde ele não estava a chegar. Tão espantado ficou que nem se lembrou de esconder o que tinha na mão direita e mais espantada ainda ficou a Fada Madrinha porque, como há muito tempo não via o afilhado, não esperara ver tão belo e viril homem. Desfeito, mais ou menos, o espanto, o Gato quis esconder a coisa, mas a Madrinha não deixou, disse que estavam em família e que assim até podiam tornar-se mais íntimos, visto não porem os olhos em cima um do outro há mais de dez anos. Não percebeu a lógica, mas como, apesar de jovem, já se habituara a não perceber a lógica das mulheres e como ela até era boa como o milho, o Borralheiro continuou as suas manobras fálicas, mas com mais carinho.
E começou o diálogo.
A fada Madrinha, já um bocado esquecida do “Dolce Gabana”, visto ela ler os pensamentos dos outros, mas, os pensamentos do afilhado agora eram outros, pergunta:
- Então é assim que costumas pôr o gatinho de pé, não usas gel, saliva, umas revistas…
Interrompeu-a logo o nosso menino:
-Sim, às vezes uso um
bife como me ensinou a Lua Feiticeira, mas hoje estavam todos congelados…
Como as fadas não gostam de feiticeiras, interrompeu-o logo, com ares de quem sabia mais…:
- Qual bife, qual quê, vou-te ensinar o que é bom.
E começa a chupá-lo, a lamber-lhe os testículos, que em latim significa testemunhos do cu (como vêm também sei Latim, Ah! Pois é…) e depressa lhe tira o stress.
Mais calmo, o Gato lá explicou o que se passava naquela casa, os trabalhos de escravo que lhe davam a fazer, o ter de aturar 4 malucas e, pior que tudo, não poder ir vestido que nem um gato, com letra minúscula, à queima das fitas.
A Fada pôs um ar comovido, não pela história, mas porque não se lembrou de pôr outro ar para disfarçar a tesão com que ficara, sim porque uma mulher não se consola só a consolar, e disse-lhe que tinha uma solução para o problema, mas…
- Oh! Foda-se! Eu vi logo, comigo há sempre um “mas”, ainda ontem estava quase a comer uma garina, quando ela me disse que adoraria dar uma queca comigo, mas tinha que se ir embora - isto rosnou o nosso gatinho, não gritou, porque alguma maluca podia ouvir e descobrir o que se passava no WC.
- Calma, Gatinho, a tua Madrinha é muito boazinha, nunca te diria uma coisa dessas, o “mas” é parecido com esse, mas ao contrário.
(*) (*) (isto significa olhos tão abertos que deles saem pontos de interrogação e ainda bem, porque o Gato, apesar de não ser burro, nada percebeu, ao “contrário” só as minhas histórias lol)
Continua a boazona da Fada:
- Vais vestido que nem um príncipe, mas só sairás do Motel à meia noite em ponto, nem um minuto a mais nem um minuto a menos.
- A sério? Posso escolher a roupa e os sapatos que quiser?... espera aí, vou sair dum Motel? (*) (*)
- Sim, lindo, não vamos continuar neste chiqueiro de casa de banho, vais no sábado para o Motel de Sintra, às 3 horas da tarde, com os trapos num saco, deixo-te o meu cartão de crédito e até lá compras o que quiseres. E é lá que te vou destressar até à hora da saída…
- Eh! lá, grande madrinha que me escolheram, sim senhor, nalguma coisa o meu pai acertou. Então e se eu me entusiasmar… Ops! Já a Fada se tinha eclipsado e a resposta ficara por dar.
Sábado, quinze da tarde, Motel, quarto 96, o Gato entra num quarto decorado por uma Fada, Fada que nem precisou do
chá da Bruxa Má para pôr o gato de gatas. Valeu de tudo, só não o descrevo aqui, porque isto é uma história infantil.
A Madrinha nem se esquecera do relógio de cucu, que cu cu, cu cu só cantou à meia-noite, antes não para não incomodar os pombinhos.
E o cabrão do cucu não se esqueceu de cucuzar a meia-noite para desgraça do Gato que a cucuzar também nem ouviu o seu piar.
Meia-noite e um minuto – transforma-se o Gato em…

…naquilo que vocês quiserem. Um PRÉMIO para a transformação mais criativa. E, desta vez, já sabem, o que é prometido é devido.

Lambidelas…

segunda-feira, maio 21, 2007

A BRUXA MÁ E OS SETE MATULÕES

Assim que a Branca de Neve regressa ao reino do pai, a sua madrasta questiona, de novo, o espelho mágico: “Espelho meu, espelho meu, quem é mais sedutora que eu?” E ouve a mesma resposta: “ É a Branca de Neve…” A bruxa esconde logo o espelho numa gaveta, pois já se tornara supersticiosa e …: “Ah! Puta ca pariu, que nem a Lua de Mel te esfreou os calores, estou a ver os pares de cornos que o Príncipe vai ter. Mas enganas-te que desta vez não vou deixar o trabalho por mão alheias, se pensas que vais outra vez comer Anõezinhos que só de te verem até se lhes cresce o pau, estás bué enganada.”
E logo se encafua a Bruxa Má no escritório, passa lá cinco horas a navegar na INTERNET até encontrar a diabólica receita. Vai para a cozinha e com sete berros, sete palavrões, corre com os criados e elabora, em paz e sossego, a sua mezinha.
Convida a Branca de Neve para um chá e recebe-a cheia de salamaleques: “Branquinha, esses dias na República Dominicana fizeram milagres, olhe bem para essas mamocas, até parece que cresceram… Vire-se lá, vire-se lá, deixe-me ver esse cu redondinho. Oh! Mas que apetitoso…” Não fosse a Bruxa madrasta da Branca de Neve e esta ainda ia pensar que a queria comer.
Servido o chá, a nossa Branquinha (não a mexicana) recorda-se da maçã (não a da Eva) e, com rápidos reflexos, olha para uma janela que estava nas costas da Bruxa, faz um ar de admiração e grita: “ Olha o meu Príncipe, não é ele que vai ali?” A madrasta, curiosa como era, levantou-se para ver, não vendo nada: “Deve estar com alucinações, querida, vai ver que abusou do sexo...” E já Branca de Neve tinha trocado os chás.
Ou a receita tinha sido mal elaborada ou o corpo da Bruxa teve uma reacção contrária, a verdade é que esta começou a ficar cheia de calores e de palpitações, parecia que após ter corrido a maratona, o coração lhe tinha caído à boca do ventre, tal era a tripe. Começou a olhar para a Branquinha com os olhos brilhantes e a desabotoar a camisa, mas esta correu para fora da sala de chá a chamar por sete criados.
Entram na sala sete homens, sete matulões, sete gatos, sete gatões (perdoem-me o brasileirismo). A Bruxa, ainda a despir-se, encontrava-se já em lingerie preta, fio dental e soutien semi-transparentes rendados, cinto de ligas e meias de vidro. Assim que os vê, começa a gritar-lhes ordens que os deixam completamente atónitos, porém, apesar da vergonha que sentiam uns pelos outros, obedeciam como se se vingassem da sua maldade. Um deles, Moreno, cabelos negros e olhos misteriosos, ajudou-a a acabar de se despir, entregando-se ao sabor da sua cona, como se há muito não comesse. Dois Louros, um de olhos verdes, outro de olhos azuis, não perderam tempo a ir chupar-lhe as mamas. Um Nórdico, praticante de culturismo, logo lhe foi lamber o cu, como se Botão de Rosa significasse ramo de rosas. Careca e muito bem constituído, outro lhe foi beijar a boca. Dois negros, aliás um Mestiço e um Mulato, chegaram-se à sua beira para que ela tomasse nas suas delicadas mãos as suas belas vergas, sim, porque a Bruxa era má, mas era um Pedaço de Mau Caminho (perdoem-me outro brasileirismo). Tudo muito light até à mudança de posições, até os negros lhe enfiarem em ambos os buraquinhos os seus caralhos, ficando o pénis do Moreno na sua boca; nas suas mãos os bacamartes dos Louros e os restantes a chuparem-lhe as mamas.
Os orgasmos da Bruxa eram múltiplos e parecia que nada lhe arrefecia os ânimos, tal era o efeito alucinogéneo do chá até que entra na sala a Branca de Neve com a sua lingerie vermelha e o perfume que tinha inventado, ou não fosse ela filha dum cromo casado com uma Bruxa, um perfume sedutor, enfim, uma droga de atrair, como os pós-de-atrair que vendia a minha tia avó. O Moreno, futuro namorado da nossa bloguista
Gaja Podre de Boa, num ápice tirou o caralho da boca da Bruxa, tão de repente também não, não fosse a maluca morder-lhe o abono de família, e voou para os braços da nossa Branquinha, que de pura só tinha a cor. O Careca, o nosso Minete Real, deu uso ao nik como sempre sonhara. Inebriado pelo perfume da jovem, Sandokan abraçou-a por trás, fazendo-a sentir o seu pau negro contra o seu rego. O Mestiço, vendo na Branca a sua Vity, também correu a beijá-la desenfreadamente. Louro, mas com uma imaginação de Kali, saltou para a cheirosa mulher, arrancando-lhe o resto da roupa com os dentes. Mulato, o apaixonado da misteriosa Felina, que nem um golfinho a enrabar a Ariel, qual Ponto G, qual quê, enfia-lhe onde vocês já sabem aquilo que também sabem. Finalmente, com os olhos mais cinzentos que azuis, o Gaijo da Gaija abandona a Bruxa, deixando-a aos berros que nem uma louca ao entrar no Júlio de Matos por, mais uma vez, ter perdido e, mais uma vez, parte o espelho. Apre! Que não aprende!

domingo, maio 20, 2007

Qual será a próxima HISTÓRIA AO CONTRÁRIO?


A pedido de algumas bloguistas, está já em construção o próximo conto...








quarta-feira, maio 16, 2007

AS SETE BANCAS DE NEVE

Era uma vez um Anão que tinha a mania que era um garanhão e, um dia, à beira da piscina, olhando para a sua imagem na água reflectida, perguntou: “Piscina minha, piscina minha, quem tem uma piloca maior que a minha?” ao que a água respondeu: “É O PRÍNCIPE…”. Logo o Anão, que tinha uma varinha à mão (e a feiticeira sou eu!), fez com que, num ápice, toda a água se sumisse, ficando alguns cromos a “nadar” em seco.
Zangado com a resposta, o Anão pediu a um dos seus piores capangas que matasse o malfadado Príncipe. Mas este, ou porque se comoveu ou por não gostar do anão que lhe fazia lembrar o Ganda Nóias, limitou-se a abandonar o lindo Príncipe na floresta. E lá foi o Príncipe caminhando por meio de caminhos virgens, irritado por não ter levado a espingarda de caça. Após alguns quilómetros, que já lhe tinham estragado o trabalho exímio da sua pedicura, encontrou uma casa mui sui generis, assim como que construída na base duma gigantesca sequóia. Feliz por encontrar algo feito por mão humana, correu, coxeando, a bater à porta que logo se abriu, não por ter gente em casa, mas por não se encontrar trancada. Atónito e curioso, entrou, gritando: “Oh! da casa!”. Rapidamente se certificou que estava vazia de gente e cheia de tralha e quanta tralha! E mobília? Sofás e cadeiras por toda a sala. Na cozinha parecia que nada faltava, nem sequer o primor que só mãos femininas podiam produzir. O frigorífico cheio. Boa! A fome lentamente foi satisfeita, lentamente porque era tudo muito light. Porra! Nem um presuntinho ou um chouricinho! Um só quarto? Um quarto com sete camas de solteiro? Para quê continuar a massacrar a sua cabecinha ainda com tanto gel a tentar perceber que casa era aquela? Deitou-se numa das camas e logo adormeceu. Quanto tempo passou não soube, até porque relógio não usava, o que soube é que do seu sagrado sono foi desperto por altos decibéis de sons muito agudos.
Sentiu entrar um monte de mulheres, mas continuou deitadito, fingindo dormir. Os barulhos não se aproximaram do quarto, ficaram em qualquer outra divisão da casa. “A curiosidade matou o gato, mas eu sou um gatão, vou espreitar sorrateiramente” – se assim pensou o Príncipe, melhor o fez, pois foi rastejando qual cobra, qual militar em Mafra fazendo recruta, até ficar completamente deitado, espreitando por uma porta que dava acesso à sala, mas com visibilidade para a entrada da casa de banho, e digo entrada, porque a porta estava escancarada.
A visão era vertiginosa, fê-lo sentir-se dentro duma revista da Playboy, isto se ele conseguisse ter pensamentos tão elaborados.
Por baixo de vários duches, como nos balneários colectivos do Colégio Inglês onde tinha estudado durante 20 anos, até ao nono ano, portanto, lavavam-se as mais belas jovens que alguma vez tinha visto. De costas para ele, uma bela Ruiva, com umas sardas pequeninas (pareceu-lhe pelo tom dourado), lavava os pés e as pernas… tinha um rabo que parecia um coração. O que lavou mais não soube, porque logo os seus olhos, qual câmara de filmar, se deslocaram para a Morena que, de frente para ele, colocava champô nos seus cabelos castanhos, fazendo com que os seus belos, rijos e carnudos seios ainda se endireitassem mais. Com o corpo já um pouco de lado para não magoar aquele que já sabemos ser um belo membro viril, começou, então, a contemplar uma Indiana de cabelos negros e tão compridos que conseguiam tapar-lhe o rego, junção dumas nádegas que só podiam deixá-lo ainda mais de lado.
Mas ainda não foi neste momento de sonho que o nosso príncipe pôde ver todas as proprietárias das sete camas, pois, de repente, viu uma das beldades, uma Loura de fazer parar o trânsito, se este pela floresta passasse, sair do WC enrolada num toalhão e ele, mais rápido que Lucky Luke, depressa se voltou a deitar e a fingir que dormia, simulando até alguns roncos.
A Loura, que até era bastante loura, assim que o viu, não só deixou cair a toalha, como gritou: “Um homem? Isto é um homem? Isto é um homem?” O príncipe, aos gritos ou à pergunta estúpida, não ligou, mas o barulhinho que o toalhão de banho fez quando caiu, obrigou-o a abrir um olho para poder confirmar se as louras também têm a pintelheira loura ou não. E lá se foi a simulação, de toda forma já muitos toalhões tinham caído e a chinfrineira era ensurdecedora. Tinha assim terminado a banhoca diária das Brancas de Neve, após o trabalho duro e sujo nas minas.
A Nipónica, que de pequenos só tinha os pés, vai-se lá saber porquê, em segundos recolheu as toalhas e tapou as suas seis amigas, terminando na mais escultural, uma mulata cabo-verdiana de olhos verdes que, como quase todas as outras, de Banca de Neve só tinha o apelido que o pai adoptivo lhes tinha deixado.
O diálogo que se seguiu não ficou aqui gravado, porque as conversas atropelavam-se e a secretária achou que o melhor era dizer que se tinha estragado a fita nesse momento. O jantar foi filmado, mas como demorou bastante e o vinho tolhou o camaraman, achou por bem não apresentar uma imagem desfocada.
No final, o príncipe perguntou onde dormiria e sete imitadoras da “Fuga das Galinhas” gritaram: “Aqui!”, “Comigo!”, “Na minha cama!”, “ Eu sou maneirinha!”, “A minha cama é a maior!”. Tentou-se tirar à sorte, mas os dados apresentavam-se sempre viciados e foi, então, que o Príncipe que, às vezes, tinha uns laivos de inteligência, fez um calendário, ficando registado que nessa noite dormiria com a mais velha, a Indiana (ele ainda não tinha experimentado uma oriental); que no dia seguinte dormiria com a Nipónica (também por ser estrangeira e por lhe parecer que era boa em contorcionismo), que na segunda-feira dormiria com a Loura (para descansar, visto ter uma boa boca); que às terças-feiras deitar-se-ia na cama da Mulata (no reino dele havia muita xenofobia e as negras eram impedidas de entrar na corte); quarta-feira seria dia de ter perto de si uma Ruiva; no dia a seguir uma Morena seria uma beleza, aliás esta parecia respirar sexo pelos poros; véspera de fim-de-semana terminaria nos braços daquela que tinha Madeixas no cabelo e que, portanto, ele não sabia bem qual a cor de origem do mesmo, no entanto, parecia-lhe que tinhas as melhores mamas do grupo.
Dizer que este calendário foi religiosamente cumprido seria ir contra um dos 10 Mandamentos, o da mentira, pois ainda na primeira noite todas as camas se uniram e, felizmente, era sábado, véspera de dia santo nas minas. Valeu ao Príncipe o soninho que fizera antes da chegada daquelas que tanto tinham desenvolvido os músculos e os pulmões em trabalhos duros. Graças aos gnomos que não havia humanos por perto. E os animais? Esses foram queixar-se ao mocho da barulheira que não os deixava dormir.
Sete mulheres, sete aviões, sete quecas divinais, se é que o Divino tinha previsto esta cena ao criar as macieiras.
Finalmente chegou a segunda-feira. As sete Bancas de Neve a labutar nas minas e o nosso herói, sentado no poial da casa, limava as unhas com uma fava da cozinha enquanto os seus pensamentos vagueavam em retrospectiva pelas últimas 48 horas. Recordava-se que tinha confirmado que, afinal, as japonesas não tinham a passarinha atravessada, como lhe haviam vendido, e que até sabia muito bem. Aliás, soube-lhe melhor ainda depois da troca feita com a Morena que o substituiu, cavalgando nele que nem uma Alazona, simultaneamente chupando a Nipónica que se tinha colocado de pé e de pernas abertas, a jeito que fosse ela a fazê-la vir na sua boca. E, louca como era, a seguir beijou-o na boca, deixando-lhe o gostinho da outra. Mas os pensamentos davam saltos temporais e por isso as cenas atacavam-lhe os miolos sem ordem alguma. Ai! as mamas da Madeixas como eram tão gostosas… A “espanholada” que ela lhe tinha feito só se podia comparar ao broche da Loura. E aquele botão de rosa da Indiana? Aquilo é que tinha sido uma verdadeira novidade para ele! Por falar em ânus, tão depressa não se esqueceria do cu da Mulata, que cu tão apertadinho…
Mas às vezes nem os pensamentos podem correr em liberdade, pois longe dali já o Anão tinha questionado de novo a piscina que lhe revelou o estado vivo em que se encontrava o Príncipe. Desta vez, porém, decidiu-se o frustrado Anão a tratar, com as suas próprias mãos, do seu adversário e daí que se tenha disfarçado de velhinho e ido ao seu encontro. O homem das 7 mulheres quase cortou um dedo quando ouviu a voz do velho que se tinha aproximado muito sorrateiramente: “Compre este último Bolicau a um pobre velhinho que precisa alimentar os seus netinhos…” Murchou de repente o Príncipe que logo comprou o Bolicau e, sem pensar no insólito da situação, considerando que o chocolate lhe daria energia, em três dentadas o devorou. Mal acabou de engolir aquelas milhentas calorias condensadas, procurou com os olhos o velho, que já desaparecera, no entanto, nem teve tempo para estranhar o facto, pois sentiu nos dedos o pacotinho da tatuagem. Iupiiiii, um Super-Homem! Ai! O que foi o Príncipe fazer? Era no calquite que estava o horrível veneno.
O nosso garanhão, mal acabou de colocar a tatoo no antebraço, caiu redondo no chão.
Chegaram as boazonas e, vendo o estado do seu Príncipe, berraram e choraram que nem uma aldeia minhota de carpideiras. Colocaram-no despido num caixão de vidro para poderem contemplar a sua beleza. E choravam… Até que num dia invernoso, uma Anã pediu-lhes guarida. Era verdadeiramente horripilante, vesga, um olho de cada cor, tinha uma enorme verruga na ponta do nariz, tão grande este que quase tapava um buço que mais parecia um bigode, dentes só molares e caninos…
A Anã, mal entrou na casa das Brancas de Neve, viu o Príncipe. Apaixonou-se. Amor à primeira vista, coup de foudre, como dizem os franceses. Sem que as Belas tivessem tempo de reagir, abriu o caixão e beijou o nosso Príncipe. O Príncipe delas. Este acordou. Paixão mútua.
Casaram e foram felizes para sempre!

segunda-feira, maio 14, 2007

RECEITAS II

GELATINA

“BIFE”

Uma boa receita para deixar os homens loucos e para variar um bocado, pois o sexo só pode ser sempre bom se não cair na rotina, é o uso da gelatina (até rima). As mulheres devem colocar dentro da boca um bocado de gelatina, do fruto que preferirem, dentro da boca e tentando que ele se mantenha aí o máximo de tempo possível, ou seja, tentando não o engolir logo, deverão fazer o seu melhor fellatio. Chupar um caralho dessa forma, deixando que a gelatina se interponha entre a língua e o caralho, faz com que a sensação seja um pouco a dos líquidos vaginais. E olhem que não tem nada a ver com mousse de chocolate ou chantily ou outra coisa qualquer, é mesmo a consistência da gelatina que provoca a diferença. A acrescentar o facto de estar frio e a boca quente e temos de novo a diferença de temperaturas que provoca o tal frisson. Um só conselho: usar no Verão.

É evidente que esta receita só serve a homens que estejam acompanhados e já estão os singles a pensar que é injusto, porque a receita para mulheres contempla masturbação feminina.
Pois para esses tenho outra receita.
Atenção que nunca utilizei nem vi utilizar e que também acho bizarro, mas como me disseram que é bom, talvez haja para aí um louco que experimente e que depois diga aqui de sua justiça: o bife, um simples bife cru, não congelado, obviamente. É enrolá-lo à volta do pau e masturbá-lo. Carne fresca…

Beijos gelatinosos da Lua

domingo, maio 13, 2007

RECEITAS I

GELO

Como o calor está a começar, recordei-me duma receita óptima para os amigos do sexo: após todos os preliminares que mais gostarem, quando se sentirem bem quentes, usem um cubo de gelo. É colocá-lo no clítoris, pode ser a própria, se estiver alone, o companheiro ou a companheira. Isso fá-lo enrijecer, mas duma forma que quase derrete o gelo e, depois, o mesmo ou outro, caso tenham derretido o primeiro cubo, enfiem-no dentro da vagina ao mesmo tempo que friccionem o clítoris que, nessa altura, precisará mesmo duma boa esfrega por estar tão frio… O gelo dentro do corpo depressa derreterá e a água escorrerá, junto com outros líquidos, obviamente. Também já experimentei colocar gelo dentro dum preservativo e enfiá-lo na cona ou enfiar o caralho do meu companheiro, logo após ter colocado lá o gelo e aí, garanto-vos, foi muito bom para os dois.
Experimentem e digam qualquer coisa ou digam qualquer coisa caso já tenham experimentado ou digam qualquer coisa na mesma.
Já sei o que vão dizer: e gelado? Sim, claro que pôr alguém a lamber gelado é óptimo, mas isso não serviria a todos, ou seja, uma mulher só, a menos que seja nipónico-acrobatica é que poderá lamber-se, além de que não me parece que faça muito bem à saúde enfiar gelado dentro da vagina, mas se alguém ousar experimentar, que me conte.
A próxima receita será para os homens.
Beijos de lua

quinta-feira, maio 10, 2007

Estou triste

Eu sei que ninguém comenta posts antigos, mas, na verdade, o que me levou a criar um blog foi o facto de ter textos na gaveta que gostaria de compartilhar e tanto o meu primeiro como o meu terceiro post não têm comentários, sendo os meus textos preferidos. E eu questiono-me: isso deve-se a não os lerem por estarem em "postagens antigas", por não gostarem dos textos ou por não gostarem nem de masturbação, nem de que "gozem" com freiras?

domingo, maio 06, 2007

PARA A GRANDE VENCEDORA: A GAIJA(a imagem já está maior)

(o desenho refere-se ao texto “Páscoa II”, pois a figura da esquerda está encapuzada, ou seja, é um homem, homem vestido de mulher)

Se repararem houve dois vencedores, decidi, no entanto, oferecer um conto à primeira bloguista a acertar: a Gaija. O Rocha Suave também acertou (depois), mas como o seu blog não revela muito como ele é, revela romantismo… enfim, ainda não sei bem o que lhe hei-de oferecer.

O BANHO DA GAIJA
A Gaija, um dia, quando no final dum dia duro de trabalho, chegou a casa, encontrou uma surpresa. O seu marido tinha-lhe preparado um banho de imersão com todas as mordomias: sais, espuma, velas espalhadas na casa de banho, incenso e fondue de chocolate com morangos frescos. O Gaijo já tinha tomado o seu banho e encontrava-se apenas de roupão. Feliz com todo o aparato, logo a Gaija se despiu e “mergulhou” naquela água perfumada e com a temperatura ideal. Claro que a música ambiente era uma das suas românticas preferidas. O Gaijo, já nu, instalou-se ao lado da banheira e começou por mergulhar os morangos no chocolate fundido e dar-lhes à boca e ela lambia-lhes devagar o chocolate, passando, por vezes, a sua língua pelos dedos que os seguravam e, a seguir, dava-lhes pequenas trincas. Satisfeita um pouco a fome que trazia, o seu Gaijo fez da sua mão a esponja que a lavou: passou-a pelo seu pescoço, pelos ombros e, sempre, muito suave, lavou-lhe os seios que, como que flutuassem, se tornavam rijos, realçando-se neles os mamilos que, duros, pareciam dois olhos famintos de beijos. Mas o Gaijo não se sensibilizava com isso e massajou-lhe os pés, dando a mesma importância a todos os seus dedinhos como se de flores sensíveis se tratasse. Passou-lhe vááááárias vezes as mãos pelas pernas e, docemente, pediu à Gaija para se endireitar um pouco a fim de lhe massajar as costas. Quase toda lavada e, de novo, estendida na banheira, lavou-lhe a barriga, ao umbigo deu uma atenção profunda e… chegou, então, a sua mão às virilhas que acariciou uma a uma, assim como o fez, a seguir, aos grandes lábios vaginais que massajou também um a um: o mesmo fez aos lábios internos, deixando a Gaija já com vontade de mais. Mas o momento era de calma e ele, com a outra mão, fê-la levantar um pouco o rabo para poder lavar as suas nádegas e passar, então, a mão no seu rego, fazendo movimentos suaves mas longos, do fundo das costas até à vagina, ops! De vez em quando deixava entrar um pouco um dedo no seu rabo; a água tinha um gel hidratante e por isso ele escorregava tão bem. Estava já bem quente a Gaija, mas limitava-se a brincar com dos mamilos do seu marido… Finalmente, este beijou-a, beijo longo e com as línguas a brincarem uma com a outra, mexendo-lhe então no clítoris. Começou por gestos suaves, pressionando dois dedos em movimentos lentos, a Gaija já se contorcia e o seu clítoris enrijecia quando ele pegou nele com o indicador e o polegar e, para cima e para baixo, parecia que se masturbava a si próprio. Levanta-se a Gaija, abre as pernas e coloca as mãos na parede. Assim, de rabo alçado para o Gaijo, este coloca-lhe uma mão por baixo, de forma a que os dedos indicador e médio continuassem a massajar-lhe o clítoris enquanto o polegar entrava na sua vagina. Com a outra mão apalpava-lhe as mamas, o rabo… até que lhe enfiou um dedo no ânus. Já em movimentos mais rápidos a Gaija começou a gritar: “Não pares, não pares, não pares… mais, mais, MAAAAAIIIIS e berrou um orgasmo.
Espero bem, Gaija, que tenhas gostado do prémio.

quarta-feira, maio 02, 2007

Oferta / Prémio a quem advinhar



Estou muito feliz, porque a "Perfect Noire" ofereceu-me este desenho, criado especialmente para mim e inspirado num dos meus textos. ADVINHEM PARA QUAL.
Obrigada, linda. Um grande beijo para ti.

domingo, abril 29, 2007

NEM TUDO O QUE LUZ É OURO

E aqui vai mais uma dessas minhas antigas histórias e acho que a última a ser postada, para não tirar a "personalidade" do Blog.lol

O meu desejo de o reencontrar era tremendo. Amei-o antes mesmo de o ver. E só o vi uma única vez. Iria finalmente estar com ele. Fui à esteticista: limpeza facial, depilação, massagens, sauna. Fui à cabeleireira mudar o penteado. Comprei roupa e sapatos. O meu estado nervoso fazia com que não pudesse parar. O tempo passava muito lentamente. Quem me dera que pudesse dormir até à hora do nosso segundo encontro.
Chegou! O meu coração quase que saltou do decote. Afinal não desejava em vão, o meu amor por ele aumentou quando o revi.
Jantámos à luz das velas e não sei sobre o que conversámos.
Saímos no seu “Rover” e fomos dançar. A música acariciava-me o desejo. Não pensava. Apenas sentia. Sentia o seu corpo quente que parecia unir-se eternamente ao meu. Os seus lábios sussurravam ao meu ouvido gotas de perfume.
Quando me beijou pela primeira vez, toda eu estremeci. Parecia-me que éramos os únicos na sala e a terra nos tinha virado costas para que a nossa intimidade não fosse violada em momento algum da nossa vida. Abraçava-me como se possuísse a minha alma. Todos os poros da minha pele eram desejo. Saímos daquele lugar que não tinha sido visto por mim, mas que eu não iria esquecer.
Entrámos no carro e quase nos esquecíamos do lugar público em que estávamos.
Voámos para a sua casa.
No elevador ficaram peças de vestuário.
Finalmente, o planeta estava realmente nas tintas para nós.
Só eu e ele existíamos.
As suas mãos tentavam explorar todo o meu corpo num só momento. O nosso desejo não poderia crescer mais. Já me encontrava nua no corredor da sua casa e ainda não sabia qual a cor das paredes.
Afasto-me, de repente, não por ter deixado do desejar, mas porque queria também amá-lo apenas com os olhos e esperei, ansiosamente, que se despisse.
Fê-lo devagar, apesar de lhe restarem poucas peças de vestuário. Enquanto tirava as calças, algo de estranho senti, não querendo acreditar no que poderia vir a ser.
Despiu os boxers e pude constar a minha primeira impressão: o seu pénis erecto não era maior que a pila do gato da minha avó. 5 cm?
Algures no início dos anos 90.

quinta-feira, abril 26, 2007

FAMINTA

Andava à procura duns papéis quando encontrei as minhas histórias antigas, ainda manuscritas. Como já estavam num armário da minha memória, ri-me bastante de algumas. Esta é uma delas, bem diferente das actuais, mas já com alguma pica.

O sol está a pôr-se e o dia foi quente. Mergulho na água tépida da banheira. A música que ouço faz-me ficar nostálgica. Esqueço-me do lugar em que estou. De repente, dou conta que a água arrefeceu e que o meu corpo está arrepiado, os meus mamilos são uma boa prova desse facto. Ligo a torneira da água quente e sinto o prazer da diferença da temperatura. Saio. Limpo-me. Largo a toalha. Vou para o quarto e ao entrar deparo com a porta do armário aberta: o espelho à minha frente. Aproximo-me para verificar se estou mais bronzeada. Gosto da minha cor. Resolvo espalhar o hidratante frente ao espelho. Devagar. Muito devagar. Começo pelo rosto, pescoço… seios. Demoro-me. Os meus mamilos enrijecem mais ainda. Tenho vontade de ser tocada por “alguém”. Continuo a pôr o creme. Nunca tinha percebido como é bom massajar toda a zona do ânus, desde a vagina ao fundo das costas. Sinto-me quente. Sento-me. As minhas pernas estão levemente abertas.
A campainha toca.
Vou nua abrir a porta. Era o rapaz da Pizza. Olhos de espanto.
- “Tem troco?”
- “Não, não, sim, sim...”
- “Então, afinal tem troco ou não?”
- “Não neste momento, mas se quiser posso mais tarde a menos que me pague com cheque.” (Afinal ainda raciocina)
- “De certo, entre.”
Encontro os cheques e preencho um sobre a arca que se encontra no escritório, frente ao corredor. A porta está aberta. A posição é incómoda, mas a secretária está cheia de tralha. O rapaz da Pizza encontra-se à porta, gostaria de saber para onde olha, mas estou de costas.
- “Já está, veja se está tudo correcto, B. I., endereço… é preciso mais alguma coisa? “
- Não, não!” Respondeu sem ver, está ruborizado. Espero, educadamente, que se retire. Continua a olhar.
- “É muito bonita, sabia?”
- “Deixe-se de conversas, está a trabalhar, não está?” Ainda grunhe qualquer coisa, mas eu consigo que se retire.
Encontro-me novamente só. Olho-me novamente no espelho. Tenho a Pizza na mão direita. Reparo nesse pormenor e recordo-me da fome que tenho. Coloco um vestido leve e simples e devoro o jantar.
Moral da história: a vida é cheia de decisões.
28 de Novembro de 1993

quarta-feira, abril 25, 2007

O que é uma queca fantástica?

Já pensaram como seria a vossa melhor queca? Uiiii, já estou a imaginar o turbilhão de ideias que para aí vai: homens a pensar em quecas com duas ou três mulheres; mulheres a pensar em dois homens; haverá quem pense em lugares públicos, praias tropicais, por exemplo. Também há os mais pragmáticos que pensam em número de orgasmos ou em tempo record de sexo contínuo. Bocas em sexo, mãos em sexo, sexo em sexo, sexo em ânus… Haverá de tudo! Mas, na verdade, o importante é a memória com que se fica daquela que se considerou a foda do século e isso é independente da(s) pessoa(s) com quem se esteve, do local, do tempo ou do número de vezes que nos vimos. Bom, bom seria que após uma relação sexual esgotante, terminada a altas horas da noite e na cama, aparecesse alguém para nos lavar. Felizmente que o Verão se aproxima, pois, então, no Inverno, ter de ir à casa de banho… xiiiiiiiiii, como eu costumo dizer: “Chama lá o Mordomo para nos lavar”, mas porra! não me sai o Euromilhões.
Digam lá da vossa justiça.

sábado, abril 21, 2007

CHAMANDO AS COISAS COM NOMES PERMITIDOS EM CONVERSAS DE FAMÍLIA


Estava eu vendo um filme daqueles que não são eróticos, nem para ver em família, quando a minha vagina começou, de certa forma, a palpitar. E ao ver uma grande língua, em movimentos rápidos, a lamber um clítoris: duas mulheres que praticavam a arte de Lesbos, comecei a chamar pelo meu marido que, como sempre, se divertia com um dos seus brinquedos: ou o computador ou a palm ou o GPS. Ele, ao fim de alguns minutos, entrou na sala a refilar, mas logo entonteceu ao ver-me nua, com a mão cheia de gel, friccionando o meu órgão sexual que já ardia de prazer. Ao meu lado encontrava-se já toda a minha panóplia de brinquedos que ele, rapidamente, desviou. Ajoelhou-se, de imediato, ao meu lado, ou melhor, ao lado da minha vulva e, sem sequer me beijar, começou a repetir as brincadeiras que eu via na T. V.. Segurei-lhe a cabeça e disse-lhe: “Isso mesmo, meu amor, abocanha-me bem essa vagina, chupa-me o clítoris como eu costumo chupar a tua glande.” Incentivando-o com palavras doces, enfiei a minha mão por dentro das suas calças de fato de treino, cuecas ou boxers não tinha, e agarrei-lhe o seu pénis que já teimava em ficar erecto. Quente demais, achei que ainda era cedo para ver os anjos e por isso pedi-lhe para que parasse, abocanhando-o eu que, perante o meu gesto e perante as imagens do DVD que há muito não víamos, começou a emitir uns sons que só produz quando, realmente, a excitação sexual lhe salta pelas suas tão masculinas cordas vocais. Sem eu imaginar porquê, depressa me pediu para introduzir o seu pénis inchado na minha engelesada (que é como quem diz com gel lubrificante vaginal) vulva. Que não, que não, não estava para terminar o nosso filme naquele momento, sentei-o num sofá à minha frente e, deixando-o numa situação de mero voyeur, enchi os meus seios, de mamilos arrebitados, com o mesmo gel, massajando-os com uma mão e com a outra a minha tão intumescida vagina e o meu tão palpitante clítoris, chegando mesmo a colocar um, dois, três dedos dentro dessa amiguinha de forma a estimular o meu Ponto G. (Graças a Deus que temos duas mãos.)
Sentindo já que estava perto de me descontrolar, pedi àquele que tão bem se estimulava mas com uma só mão, que me introduzisse o seu grande órgão sexual no meu ânus. De imediato, brotou o divino gel no orifício que, tendo boca, chamá-lo-ia em gritos de desespero. Não satisfeito, introduziu-me na vagina o vibrador e numa posição canina enfiou-me o seu membro que já estalava de prazer. Em movimentos, primeiro lentos e, depois, mais fortes, a nossa excitação chegou ao rubro. Ele foi o primeiro a ejacular, mas como tenta sempre que eu nunca deixe de sentir o meu orgasmo, pegou no brinquedo de silicone e em movimentos, desta vez bastante acelerados, fez-me gritar: “Pára, meu amor, pára que a minha vagina já se contraiu o suficiente, a minha energia já se foi quase toda, o meu orgasmo já se deu.”

É estranho um texto assim, não é? É que nem eu me excitei a escrevê-lo, coisa que costuma acontecer. Como diria o nosso poeta, nas tabernas: “Numa mão a coisa, na outra a pena (as teclas)”

quinta-feira, abril 19, 2007

CHAMAR AS COISAS PELOS NOMES


Têm-me dito que gostam dos meus textos (não quem os comenta, propriamente) porque eu chamo as coisas pelos nomes e isso fez-me pensar.
Chamar ao pénis pénis ou vagina ao órgão feminino é chamar as coisas pelos nomes, pois realmente têm esses nomes (pénis - nome comum, masculino, singular…). Chamar pénis ou caralho ao órgão masculino é sempre chamar a coisa pelo nome. Há, no entanto, diferenças entre os nomes e entre as coisas e não só.
Uma vagina ou vulva, por exemplo, é o órgão sexual da mulher que serve para reproduzir e para urinar, entre outras coisas; mas cona é aquilo que proporciona e recebe prazer. Aliás, há mesmo mulheres que se ficam por ter apenas vagina e nunca sentiram o prazer que uma cona lhes pode dar.
Agora que já perceberam a ideia, pensem num filme pornográfico: o que lá vêm não são pénizinhos daqueles que para se verem bem têm as pessoas que se aproximar tanto da televisão que ficam a apanhar com as radiações desta, o que vêem são verdadeiros caralhos, tenham os seus donos tomado Viagra ou não.
Quanto aos termos que escolho para produzir os textos são, realmente, aqueles que entram nas histórias, senão, imaginem as mulheres que o seu companheiro de cama lhes dizia: “Posso humedecer com a minha própria saliva os teus lábios vaginais de forma a poder introduzir, sem dor, o meu pénis na tua vagina?” (nome horrível que não tem quase nenhumas palavras que com ele façam rima) Apre! Caramba! Que é como quem diz: Foda-se! Caralho! Haveria alguma mulher que quisesse continuar…?

sexta-feira, março 30, 2007

NO ESCURINHO DO CINEMA...

NÃO, NÃO CHUPÁMOS DROPS DE ANIZ.

Esta semana fomos ao cinema e eu estava com uma saia, collants só até às virilhas e o casaco, o casaco? Pu-lo por cima das pernas. O meu companheiro, então, resolveu colocar a sua mão nas minhas pernas. Até aí tudo bem, eu estava sentada na coxia e, de toda a forma, o casaco tapava-lhe a mão. O pior, ou melhor, foi quando ele começou a mexer-me nas virilhas nuas, facto que já me aqueceu um pouco. Depois, resolveu começar-me a mexer-me na cona, mas por cima da tanga, o que até me soube bem. Mas quando começou a mexer-me mais e mais… não resisti e enfiei eu a minha mão por baixo do casaco e peguei na dele e fi-la entrar por entre as cuecas. Claro que eu tentei discretamente apalpá-lo, mas como ele não tinha nada que o cobrisse, limitei-me a apertar-lhe o pénis por cima das cuecas, sentindo que estava duro. Ele começou por pressionar os dedos no meu clítoris de forma a que eu sentisse um grande calor e uma grande vontade de ter algo dentro de mim. Não por muito tempo, pois ele enfiou-me um dedo na cona, e depois outro, sem problemas nenhuns, pois eu estava bastante húmida e por isso sentia o bem que os seus dedos escorregavam dentro de mim e isso deixava-me com um prazer imenso, talvez até mais por saber que não poderia ter mais que isso.É que o fruto proibido é sempre o mais desejado. De vez em quando, olhava para o lado, para ver se quem estava do outro lado do corredor não dava por nada e o “perigo” de que alguém se apercebesse do que se estava a passar ainda me deixava mais húmida, com mais vontade de me sentar sobre o seu caralho. E ele, ora me enfiava os dedos, ora me esfregava o clítoris, só quando eu lhe agarrava o braço para que ele o fizesse com mais força, para que ele não parasse, ele sentia que eu estava quase a vir-me e parava, deixando-me completamente louca e com vontade de gritar: “Não páres!” Continuava outra vez a aquecer-me, parava, continuava… os seus dedos estavam completamente molhados de mim, de vez em quando punha-mos dentro da minha boca para que eu me saboreasse e, sempre, com uma atitude de me querer prolongar o prazer, fez isso durante, mais ou menos, uma hora até que eu lhe segurei o pulso e, baixinho, lhe disse “Se páras, levanto-me e vou à casa de banho terminar o que começaste”. A sensação foi horrivelmente boa, pois como não podia fazer qualquer barulho, concentrei-me apenas no prazer e ele fez-me sentir um fogo e uns espasmos que só uma mulher conhece, é um prazer que parece não ter fim, são como descargas eléctricas, como se todos os nossos sentidos, todos os nossos poros se concentrassem apenas num sítio que parece rebentar, como se nos retirassem a alma pela cona.
A questão é: como é o prazer em lugar público?

sexta-feira, março 23, 2007

BRINQUEDOS?


Hoje o meu companheiro, quando estava a fazer serão no trabalho, recebeu no seu telemóvel a msg: “vim-me, foi óptimo, espero que quando chegares seja melhor ainda”. Pois é, nós, as mulheres, temos destas coisas, umas vezes parece que nem todo o erotismo, festas, preliminares, quecas… nos fazem, realmente, ter grande prazer; outras vezes, sabe-se lá porquê ou explicá-lo-ão os cientistas ou sexólogos ou sei lá quem, temos um calor por dentro que nem precisamos de nada para ficar em ponto de rebuçado. E foi num desses dias em que estava sozinha que os pensamentos voavam sempre para o mesmo e que não sabia se estava melhor com as pernas abertas se com elas fechadas. Foi num desses dias que, desesperadamente, procurei na net filmes porno, gente da lista do msn que soubesse ter conversas excitantes…, mas nada era suficientemente do meu agrado e por isso resolvi lavar-me e ir para a caminha com todos os meus brinquedos. Lá estava eu só na cama com a minha panóplia e com vontade de demorar a excitação. Comecei por massajar muito levemente a minha cona como se quisesse sentir apenas os poucos pêlos que já teimam em crescer e essas festas aqueceram-me a mão e a vontade de fazer alguma pressão. Com uma grande vontade de friccionar o clítoris, que é o que mais me excita, comecei a dar-lhe pequenos toques com a ponta dum dedo, de forma a excitar-me, mas não muito. Resolvi, então, colocar-lhe gel e por cima um dos pequenos vibradores, um coelhinho, onde eu agarrava apenas na argola que devia estar enfiada no pénis de quem não podia estar presente para apagar o fogo que me tinha tomado. Já bastante excitada, comecei a esfregar esse mini-vibrador no clítoris, retirando-o, de vez em quando, para dar umas pequenas palmadas no clítoris como o meu companheiro me faz e que me deixa tão louca. Mais excitada ainda, resolvi enfiar aquele vibrador de silicone tão semelhante a um bom caralho, mas não retirando o outro do clítoris. (Aquele vibrador que ele tanto gosta de me enfiar na cona enquanto me vai ao cu. E ainda há casais que não percebem para que servem os vibradores.) Difícil a posição para poder utilizar de formas diferentes as mãos que tentavam utilizar a força, mas que obedeciam ao meu desejo de prolongar a excitação. Não, não me queria vir. Retirei o vibrador da cona e lambi-o todo; estava bastante molhada, por isso os meus sucos revestiam-no bem e o meu próprio sabor deixava-me ainda mais excitada. O vibrador tem uma base que serve para o colar ao chão e foi isso que fiz: pu-lo de pé e sentei-me sobre ele de forma a poder movimentar-me à vontade, nunca deixando de friccionar o outro no meu clítoris. Uiiiiiiii!!! Sabia-me bem, mas não era tudo o que queria, assim acabei por enfiar um dedo da mão que estava livre no cu. E foi assim, tão cheia, com tantos órgãos aquecidos, que acabei por me vir.
A questão é: como é que casais utilizam os vibradores? Casais sim, porque singles já nós sabemos. E atenção, só dei um pequeno exemplo no meu post.

domingo, fevereiro 25, 2007

Sexo Virtual

Lua Feiticeira:
Olá, Maria, tudo bem?
Maria:
Sim, e contigo?
Lua Feiticeira:
Óptimo, pensaste no que te disse?
Maria:
Sim, não tenho pensado noutra coisa…
Lua Feiticeira:
E então?
Maria:
É hoje, mas sem webcams abertas.
Lua Feiticeira:
Ok, tu é que sabes.
Maria:
Eu começo…
Lua Feiticeira:
Força, põe essa criatividade a trabalhar, imagina que estamos uma ao pé da outra.
Maria:
(Estamos numa boutique de lingerie)
Lua Feiticeira:
Mas que bela ideia.
Maria:
Lua, queres ajudar-me a escolher um conjunto de fio-dental e soutien?
Lua Feiticeira:
Claro, linda, traz o que quiseres para o provador, vou estar lá à tua espera
Maria:
(depois de entrar) waw, já estás despida!!! Esse conjunto vermelho é lindo. Mas que cuecas são essas? Têm um buraco no sítio huuuummmm dessa cona rapadinha…
Lua Feiticeira:
Não toques já, por favor, quero ver-te a experimentar o mais ousado. Que tal este preto rendado e semi-transparente?
Maria:
É para já, já me sinto tão quente…
Lua Feiticeira:
Hummmmmm Deixa-me tocar… Que tecido macio… Ficas com umas mamas magníficas, deixa-me tocar, agarrar… tens sempre assim os mamilos tão rijos?
Maria:
Deixa estar que os teus também não são mais moles.
Lua Feiticeira:
E esse fio dental… Que rabo lindo, vais deixar qualquer homem com ponta!
Maria:
O que dá tusa é a tua tanga… com este buraco… Põe-te de pé em cima do banquinho para ver melhor. (Isso mesmo, agora estás com essa cona junto ao meu rosto). Desculpa, mas tenho que mexer…
Lua Feiticeira:
É toda tua, amor, isso mexe-lhe, vês como a abertura nas cuecas é erótica? Uiiiiiiiii, que língua…
Maria:
(Que bom! e eu que nunca tinha experimentado lamber uma cona… é doce…)
Lua Feiticeira:
Isso mesmo, enfia-lhe os dedos também. Que tesão que me dás! E ver esse teu rabinho empinado... Mas pára, pára, deixa-me provar-te.
Maria:
Uiii… que boca quente, desvia o soutien. Isso mesmo, enche toda a tua boca com as minhas mamas…
Lua Feiticeira:
Tu, realmente, não consegues estar quieta, mas esses teus dedos… estás a puxar-me o clítoris? Que bom… isso, esfrega-o bem e beija-me as mamas…
Maria:
Não fales muito alto, podem ouvir-nos.
Lua Feiticeira:
(susurrando) Estar neste lugar, capazes de sermos apanhadas por alguém ainda me deixa mais excitada.
Maria:
Excitada vais estar com o que te vou fazer. Dobra-te e empina bem esse cu para mim.
Lua Feiticeira:
Hummmmm, como lambes bem… enfia-me os dedos, por favor. Isso, mais, mais, mais, esfrega-me o clítoris com a outra mão. Não pares, mais, mais… ahhhhhh, pára, pára, já me vim, deixa-me lamber-te, agora, quero sugar-te até te vires na minha boca.

Continuaria o chat se não tivéssemos ficado com as mãos muito ocupadas e se não tivéssemos acabado por abrir as webcams para nos vermos uma à outra a masturbar-nos…
Realmente, com imaginação e virtualmente, tudo é possível.

As questões que coloco são:
- O que leva as pessoas a ter sexo virtual?
- Porque é que virtualmente se faz o que não se faz no real?
- Porque será que as mulheres preferem sexo virtual com mulheres? Ou serei só eu assim? Uma coisa é certa: arranjar na net homens que queiram sexo virtual é às resmas, acaba por não dar pica, enquanto que mulheres há muito poucas…
Etc.
Etc.

sábado, fevereiro 17, 2007

A Minha Fantasia de Carnaval

E como diria a minha avó: “antes das festas as vésperas”, por isso cá estou eu a improvisar a minha fantasia de Carnaval que, como não poderia deixar de ser, foi de Bruxa.
A Lua está lá no sítio dela, sempre a espreitar-nos, façam-lhe adeus de vez em quando. É que a lua enfeitiça, então quando está cheia e nós estamos ao relento…




sexta-feira, fevereiro 16, 2007

SEREI BI?



O meu companheiro considera-me bissexual e, sinceramente, ou não sei bem o que isso é ou acho que não sou.
Porque acha ele isso?
Porque eu sou capaz de me entrosar com uma mulher, tenho fantasias com mulheres…
Mas não tenho vontade de estar só com uma mulher, acho que me faltaria algo.
Tudo isto (e abreviando), me fez reflectir na razão pela qual não me considero bi, mas ao mesmo tempo sinto prazer com mulheres.
Sentindo prazer ao masturbar-me e adorando lamber os dedos que estiveram dentro de mim, não posso nunca dizer que me repugna estar com uma mulher, nem sei se alguma mulher que sinta prazer com o que acabei de referir o possa dizer.
Assim, estar com outra mulher (mas com homem por perto) é poder fazer tudo o que gosto que me façam.
Como pode uma mulher não saber dar prazer a outra?
Abocanhar as mamas, lambê-las, beijá-las, sentir os mamilos duros na sua língua… pode haver mulher que não o saiba fazer?
Chupar o clítoris, pressioná-lo com os dedos, com a boca… lambê-lo, enfiar-lhe os dedos, a língua… Enfiar-lhe um vibrador à velocidade de que gosta…
Efim, fazer tudo o que adora que lhe façam.
Continuo a não saber se sou bi, o que eu acho que me dá tesão em estar com outra mulher é colocar-me no papel de homem, mas como se fosse a outra, dar prazer como gosto de receber…

Os homens não são bem assim, pois não?

CARNAVAL


Sugestões:

Peça ao seu companheiro que se vista de ET, mas com aquele grande indicador espetado, pode até arranjar um vibrador que enfie no dedo e deixe a fantasia fluir…
Vista-se com uma camisa comprida transparente com um buraco ao meio, à maneira das rainhas no dia que eram vistadas pelos reis. Misture assim o Passado com o Futuro.

Mas mais importante:
Deixe-o chupar-lhe o cítoris ao mesmo tempo que lhe enfie o dedão e grite: “Home”… “Home”… Homem enfia-o mais e mais depressa… “Home…” não deixes de chupar o cítoris…

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